Derivados de Milho: cresce a demanda dos derivados pelo setor de fertilizantes

  • 26/01/2022
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  • Categoria(s): Derivados de Milho |

Derivados de Milho

A alta nos preços e indisponibilidade de alguns fertilizantes no mercado, especialmente os importados, fez as indústrias brasileiras do setor expandirem expressivamente a sua produção para este ano. Com isso, a comercialização dos derivados de milho para este nicho de mercado cresceu significativamente e alguns agentes já reportam terem fechado contratos para fornecimento de matéria-prima para o ano todo. Com a alta no preço do milho e restrição na oferta, os compradores estão se blindando de qualquer hipótese que cause falta de produto lá na frente. Confira:

A cotação do milho encerrou a terça-feira (25) custando R$ 97,76/saca no Indicador Cepea/Esalq BM&F, registrando assim uma valorização de 8,20% em comparação ao fechamento do dia 31/12/2021.

A estiagem que assolou as lavouras de primeira safra de milho (safra de verão), impactou na quebra de produção do cereal, refletindo assim numa menor oferta do grão para este primeiro trimestre de 2022.

Ao mesmo tempo, alguns agentes já acreditam que a segunda safra de milho do Brasil também possa ser impactada por um clima desfavorável, com menor ocorrência de chuvas, o que também iria contribuir para a restrição do milho no mercado doméstico e para exportação.

Esse cenário vem reforçando as altas nos preços do milho, que também estão com a oferta limitada por parte dos produtores, que almejam preços ainda maiores nos próximos meses, tendo suporte não apenas de uma menor produção da safra, mas também de uma demanda aquecida.

De acordo com os agentes entrevistados pela AF News, muitas moageiras de milho estão abertas para compras do grão, mas não há produto sendo ofertado.

Do lado dos derivados de milho a procura também segue aquecida, principalmente pelo setor de fertilizantes do Brasil, que teve expressiva ampliação de suas atividades nos últimos meses, diante da forte alta de preços dos fertilizantes importados, assim como na indisponibilidade de certos insumos.

Sendo assim, o setor de fertilizantes tem demonstrado uma demanda bastante aquecida pelos derivados de milho, especialmente porque estes produtos fazem parte da composição da granulação de certos fertilizantes.

Um dos entrevistados apontou que para se blindar da falta de farinha de milho pré-gelatinizada (pré-gel), alguns compradores do setor de fertilizantes já programou as suas aquisições para o ano todo. Esse é o mecanismo mais correto de atuação no momento, uma vez que ao que tudo indica, os preços do milho estão se mantendo firmes nos patamares atuais, operando próximos de R$ 100/saca e com pouca ou quase nenhuma chance de retomar os patamares abaixo dos R$ 90/saca.

Portanto, além das compras dos derivados de milho significar uma segurança de que a indústria terá matéria-prima para fabricar seus produtos nos próximos meses, os compradores estão com a garantia de que os preços não irão subir lá na frente, mesmo com uma série de fatores podendo alavancar ainda mais os índices.

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