Suprimento de fertilizantes preocupa agronegócio

  • 13/12/2021
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Fertilizantes Agrícolas

A maior parte dos fertilizantes utilizados no país vem de China, Ucrânia, Índia e Irã

O Brasil importa cerca de 80% dos fertilizantes usados na atividade agrícola. Em 2021, a importação desses produtos bateu recorde: de janeiro a novembro, foram quase 37 milhões de toneladas. Os fornecedores do país, no entanto, enfrentam redução da produção, ameaçando a satisfação da demanda brasileira.

Para o vice-presidente da AgroGalaxy (plataforma de varejo de insumos e serviços para o setor agrícola), Marco Teixeira, é necessário que a questão dos fertilizantes seja tratada por todas as partes envolvidas no processo de produção: "É um problema complexo, requer que todos os componentes da cadeia — governo, fornecedores, distribuidores, cooperativas e produtores — participem da discussão", disse Teixeira, que foi o entrevistado de ontem do CB.Agro, programa feito em parceria pelo Correio Braziliense e a TV Brasília.

A maior parte dos fertilizantes utilizados no país vem de China, Ucrânia, Índia e Irã. Segundo Teixeira, eses fornecedores externos têm tido dificuldade de manter o ritmo de entrega. A China está empenhada na transição da matriz energética — de carvão mineral para fontes renováveis — e, para atingir as metas ambientais, está elevando o preço da eletricidade, obrigando as empresas a reduzir o nível de produção.

A Índia declarou que seus estoques de carvão estão baixos, o que pode resultar em uma crise energética. Já a Ucrânia sofre com a ameaça de uma invasão russa, e o Irã vive tensão após a aplicação de sanções dos Estados Unidos em meio à tentativa de restabelecimento do acordo nuclear de 2015.

Esses cenários podem afetar a exportação de fertilizantes para o Brasil. Se isso, ocorrer, pode haver diminuição das safras novas altas de preços, inclusive da carne, já que plantas como a soja e o milho são transformadas em ração animal.

"Os investimentos previstos em aumento de produção local no Brasil são escassos, então para os próximos anos, a oferta de fertilizantes no país está limitada à capacidade instalada que temos hoje", avaliou Teixeira. Ele ressalvou, no entanto, que, apesar do risco de crise, não deve haver problemas a curto prazo, ou seja, para as próximas duas safras.

Ele afirmou também que a AgroGalaxy tem conseguido atender às demandas dos clientes por meio de conversas estratégicas com fornecedores, e que o governo federal tem se movimentado para tentar minimizar os efeitos da possível queda das importações.

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Fonte: Correio Braziliense

 

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