Destaques da Economia (12 a 16/10): Caixa Econômica reduz a TR dos juros do financiamento imobiliário

  • 16/10/2020
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  • Categoria(s): Notí­cias Populares |

Economia Brasileira

A queda dos juros na economia brasileira refletiu também na manutenção dos juros do financiamento imobiliário. Durante a semana, a Caixa Econômica Federal informou que irá reduzir a Taxa Referencial (TR), para o financiamento de habitação. No entanto, fatores negativos também foram registrados na semana, com o FMI alertando que economia mundial está em terreno extremamente frágil, deixando o mercado financeiro novamente em alerta e o dólar em patamares elevados. Confira mais destaques:


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Economia Brasileira

Cotação do Dólar: No fechamento de quinta-feira (15), o preço do dólar registrou uma variação positiva diária em 0,48% sendo cotado a R$ 5,625. Na variação semanal, o indicador apresentou aumento de 0,03% tendo em vista que a moeda americana estava cotada a R$ 5,623 há uma semana. Ás 10h00 de hoje (16), a cotação operava em R$ 5,599.

Comércio Brasil-EUA é o menor em 11 anos: As relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos movimentaram cerca de US$ 33,4 bilhões no acumulado de janeiro a setembro, o menor fluxo bilateral para o período dos últimos 11 anos. O volume representa queda de 25% em relação a 2019, segundo dados da Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil). A predominância de bens da indústria de transformação nas exportações brasileiras aos americanos, como petróleo e derivados, contribuiu para a queda. A Amcham projeta déficit entre US$ 2,4 bilhões e US$ 2,8 bilhões no comércio entre os dois países em 2020.

Caixa anuncia redução de taxa de juros do financiamento imobiliário: A Caixa Econômica Federal anunciou a redução na taxa de financiamento da casa própria atrelada à Taxa Referencial (TR). Contratos fechados a partir de 22 de outubro serão corrigidos em 6,25% mais a taxa referencial (TR), hoje zerada. Já o teto passará dos atuais 8,5% somados à TR para 8%. O reajuste se aplica a financiamentos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e para pessoas físicas.

Agronegócio Brasileiro e Balança Comercial

Segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior - Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), disponibilizados na terça (13), na 2ª semana de Outubro de 2020, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,716 bilhão e corrente de comércio de US$ 7,03 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 4,373 bilhões e importações de US$ 2,657 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 6,389 bilhões e as importações, US$ 3,706 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,682 bilhões e corrente de comércio de US$ 10,095 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 162,912 bilhões e as importações, US$ 118,041 bilhões, com saldo positivo de US$ 44,871 bilhões e corrente de comércio de US$ 280,953 bilhões..

Nas exportações dos produtos agrícolas, a Secex informou que:

As exportações de café torrado contabilizaram um volume de 88,360 mil toneladas até a segunda semana de outubro. O volume é 3,98% menor que o mesmo período do mês passado, quando foram embarcados 92,02 mil tons de café. A média diária ficou em 12,62 mil tons.

A soja em grãos obteve um volume 2,056 milhões de toneladas nos primeiros sete dias úteis de outubro, com aumento de 30,37% em relação a mesma época do mês anterior. Por dia, os portos movimentaram 293,71 mil tons.

Na exportação do milho, a Secex informou a movimentação de 942,851 mil toneladas, com queda de 69,33% comparado a igual período do mês de setembro. A média diária ficou em 134,69 mil tons/dia.

Economia Mundial

FMI alerta que economia mundial está em terreno extremamente frágil: Aeconomia pós-pandemia será muito diferente da que se registava anteriormente (...). Não faz sentido hoje investir na economia de ontem", realçou a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, numa conversa sobre o futuro da economia.

A gravidade e a magnitude do impacto da pandemia, que já causou mais de um milhão de mortos e a maior recessão económica em praticamente um século, tem sido o centro de atenção das reuniões por videoconferência daquele organismo, noticia a agência EFE.

A pandemia causa ainda que a linguagem técnica habitualmente utilizada nestas reuniões seja carregada de frases dramáticas.

Uma das mais utilizadas, 'tempos extraordinários exigem soluções extraordinárias', defende os programas de estímulo fiscal e monetário de biliões de dólares que estão a ser implementados nas grandes economias.

Perante este cenário, a diretora do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, alertou que é fundamental não só manter o apoio mas também "evitar que seja retirado repentinamente".

A dirigente francesa insistiu também numa dimensão integral e planeada a médio prazo.

"Medidas estruturais bem desenhadas serão necessárias para realocar recursos ao longo do tempo para setores mais viáveis e, assim, minimizar os danos permanentes nas nossas economias", sublinhou Lagarde, que liderou o FMI entre 2011 e 2019.

No relatório 'Global Economic Outlook', o FMI apontou o emprego como uma das principais vítimas da pandemia.

E instou as autoridades a elaborarem planos para "facilitar a transferência de trabalhadores de setores que provavelmente serão reduzidos a longo prazo, como setor das viagens, para outros que continuarão a crescer, como comércio eletrónico".

Para o presidente do Banco Mundial (WB, em ingês), David Malpass, a pandemia mudou tudo: "a forma como trabalhamos, o alcance das nossas viagens, a maneira como comunicamos, ensinamos e aprendemos."

Um dos indicadores mais importantes da situação dramática vivida atualmente refere-se à pobreza, pois a pandemia terá impacto de forma particularmente grave nos mais desfavorecidos.

"Em 2020, a pobreza extrema global aumentará pela primeira vez, em mais de 20 anos, como resultado dos distúrbios causados pela pandemia de covid-19", vincou o Banco Mundial, no seu mais recente relatório divulgado esta semana.

Em maio, no pior cenário delineado, os economistas do Banco Mundial já previam que 60 milhões de pessoas poderiam cair em pobreza extrema e, em agosto, a previsão foi ainda mais pessimista, passando para 100 milhões de pessoas.

Pelos últimos cálculos, em 2021 quase 150 milhões de pessoas em todo o mundo podem cair em pobreza extrema, com rendimento diário estimado de 1,9 dólares (1,62 euros).

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e noventa e três mil mortos e mais de 38,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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