Destaques da Economia (05/10 a 09/10): Dólar e Ibovespa caem juntos nesta sexta-feira

  • 09/10/2020
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  • Categoria(s): Notí­cias Populares |

Economia Brasileira

A bolsa de valores operava em queda nos primeiros negócios desta sexta-feira (9). Às 10h09, o Ibovespa, principal indicador acionário do mercado nacional, caía 0,17%, a 97.751,18 pontos, sinalizando uma sessão de ajustes após a forte alta da véspera, mas ainda no caminho para encerrar a semana em território positivo. A movimentação de queda também seguiu para o dólar, que estava cotado hoje às 10h30 a R$ 5,545 com variação diária negativa de 0,76%. Confira mais destaques da economia brasileira e mundial:


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Economia Brasileira

Cotação do Dólar: No fechamento de quinta-feira (08), o preço do dólar registrou uma variação negativa diária em 0,62% sendo cotado a R$ 5,588. Na variação semanal, o indicador apresentou queda de 1,16% tendo em vista que a moeda americana estava cotada a R$ 5,654 há uma semana. Ás 10h30 de hoje (09), a cotação operava em R$ 5,545.

Uber caiu 80% mundialmente na pandemia: Em entrevista ao Valor, Claudia Woods, diretora-geral da Uber no Brasil, a empresa chegou a ter uma queda de 80% no número de viagens globalmente. Desde o início da quarentena, na tentativa de contenção do novo coronavírus, a plataforma também viu o número de entregadores dobrarem. O cenário acelerou a expansão dos serviços de entregas. “A pandemia nos impulsionou a serem mais inovadores, ágeis e digitais”, disse a executiva. Em abril, a empresa ampliou a oferta do Uber Eats e lançou o Uber Direct para entregas de empresas em até duas horas.

Fortuna dos bilionários bate recorde na pandemia: A fortuna dos bilionários bateu recorde em meio à pandemia ao quebrar a marca de US$ 10 trilhões em julho, aponta um novo relatório do UBS e da PwC. A riqueza do grupo aumentou mais de 25% durante os primeiros meses da pandemia. Ainda segundo o relatório, que cobriu um universo de mais de 2 mil bilionários, pouco mais de 200 deles empenharam publicamente um montante de US$ 7,2 bilhões para ajudar a combater a pandemia.

Fuga de investidores mais que dobra: A fuga de investidores estrangeiros de aplicações de risco em 2020 do Brasil deve mais do que dobrar em relação ao registrado no ano passado. O saldo entre aplicações e retiradas de não residentes ficará negativo em US$ 24 bilhões entre janeiro e dezembro. Em 2019, as cifras somaram US$ 11,1 bilhões. Se contados diferentes tipos de entradas e saídas, o país terá um fluxo positivo de dinheiro estrangeiro em 2020 de apenas US$ 11 bilhões – número bem abaixo dos US$ 59 bilhões de 2019.

Shoppings reocupam 6 mil lojas fechadas: Depois das quedas que o setor sofreu com a pandemia, os shopping centers em todo o país começam a dar sinais de recuperação. As vendas, embora ainda abaixo do período pré-pandemia, apresentam queda de 26,5% em setembro na comparação com 2019 – esse tombo chegou a 90% em março. Além disso, segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers, cerca de 6 mil lojas – das 11 mil que encerraram as atividades definitivamente entre abril e agosto – já foram reocupadas.

Brasileiro ainda teme riscos do trabalho presencial: O brasileiro está mais otimista com as finanças e a segurança do próprio emprego, mas ainda teme os riscos do trabalho presencial na pandemia. O Índice de Confiança do Trabalhador — sobre o otimismo do brasileiro com a carreira e as finanças — subiu pelo 3º mês consecutivo, atingindo 60 pontos em setembro. Apesar da alta no otimismo geral com a carreira, quem tem saído de casa para trabalhar na pandemia segue preocupado com questões de saúde e segurança.

Economia Mundial

O peso da “incerteza” na economia mundial em tempos de covid-19: A Organização Mundial do Comércio e o Fundo Monetário Internacional foram, esta semana, mais otimistas quanto ao impacto econômico da pandemia de covid-19. A OMC disse que o choque da pandemia sobre o comércio mundial deverá ser menos impactante que o previsto, mas a retomada será mais lenta. O FMI também considerou que a recessão global em 2020 será menos severa que o previsto inicialmente.

Em Abril, a Organização Mundial do Comércio(OMC)  esperava uma queda de 12,9% do volume das trocas comerciais em 2020, mas reviu esse valor para 9,2% nas previsões publicadas esta terça-feira (06). No entanto, a retomada será mais lenta devido à conjuntura econômica incerta e o comércio mundial só deve voltar aos níveis de antes da pandemia em 2022.

Por outro lado, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou, esta semana, que a recessão global em 2020 gerada pela pandemia do novo coronavírus será menos severa que o previsto inicialmente, mas que o caminho para a recuperação vai ser "longo, desigual e incerto".

Para Nuno Teles, professor de Economia na Faculdade de Economia da Universidade Federal da Bahia, é preciso ler com cautela estas previsões que ainda estão envoltas em plena incerteza sobre o controle da pandemia.

“É uma boa notícia embora estas previsões estejam envolvidas em muita incerteza sobre o impacto da pandemia na crise. Estas revisões, da OMC ou do FMI, são pequenas revisões para o lado positivo. Na verdade, a crise como ela está a ser apresentada hoje continua sendo muito profunda e das quebras mais profundas da história desde que existem estatísticas sobre elas”, explica o economista.

Nuno Teles sublinha que “a pandemia não está controlada, nem ainda acabou”, pelo que “os efeitos de confinamento e de incerteza nas decisões de consumo, produção e investimento são muito elevados”.

“Isso obviamente tem um impacto de retração da atividade econômica. Não é só a retração causada pelo confinamento, por estes novos ‘lockdowns’ que estamos assistindo, mas, sobretudo, toda a incerteza envolvida. Quem é que hoje vai investir num novo projeto neste cenário? Boa parte da cautela que é preciso ter com as previsões vem deste lado da incerteza radical.”

Esta semana, um relatório do Banco Mundial alertou que a pandemia precipitou entre 88 e 115 milhões de pessoas na pobreza extrema, ou seja, 1,90 dólares por dia, o preço de um café em varias cidades. Este é o pior revés na redução da pobreza em décadas, depois de quase um quarto de século de declínio constante da pobreza no mundo.

“A pandemia tem afetado sobretudo populações mais vulneráveis. Quem trabalha na economia informal, quem tem vínculos precários foram os primeiros as perder as fontes de rendimento. Isso obviamente dá conta dessa desigualdade dos efeitos da crise. As populações dos países mais pobres caem agora numa situação de miséria, estes países não têm os mesmos esquemas de apoio público que os países mais ricos”, explica o economista.

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