Destaques da Economia (28/09 a 02/10): Dólar volta a operar acima dos R$ 5,60 previsão é de chegar a R$ 6,00 até final do ano

  • 02/10/2020
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  • Categoria(s): Notí­cias Populares |

Economia Brasileira

Desde o começo da pandemia o real tem sido a moeda com o pior desempenho de 2020. A moeda americana que está atualmente cotada acima dos R$ 5,60 – já tem previsão pelos economistas, de atingir os R$ 6,00 até o final do ano. A confirmação do Coronavírus no Presidente norte-americano Donald Trump, impulsionou mais ainda a queda nas bolsas de valores. Hoje (02), a Ibovespa operava na abertura na casa dos 94 mil pontos. Confira mais destaques da economia:


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Economia Brasileira

Cotação do Dólar: No fechamento de quinta-feira (01), o preço do dólar registrou uma variação positiva diária em 0,68% sendo cotado a R$ 5,654. Na variação semanal, o indicador apresentou aumento de 2,61% tendo em vista que a moeda americana estava cotada a R$ 5,51 há uma semana. Ás 10h30 de hoje (02), a cotação operava em R$ 5,642.

Taxa de desemprego sobe e bate recorde: A taxa de desemprego no Brasil subiu para 13,8% no trimestre encerrado em julho, atingindo 13,13 milhões de pessoas. O cenário acontece após fechamento de 7,2 milhões de postos de trabalho em apenas 3 meses. Os dados são da Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE. Trata-se da maior taxa de desemprego da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. A população ocupada, por sua vez, encolheu 8,1% em 3 meses, recuando para 82 milhões – também o menor contingente da série.

Governo deve prorrogar novamente corte de jornada e salário: O governo federal planeja prorrogar mais uma vez o programa de suspensão de contratos e corte de jornada e salário em meio à pandemia. Os acordos poderão se alongar por mais dois meses, totalizando oito meses. O prazo do acordo será limitado a dezembro deste ano, não podendo se estender para o ano que vem, mesmo que os oito meses não tenham se completado. Até agora, 18,4 milhões de acordos desse tipo foram firmados por 1,4 milhão de empresas, com um total de 9,7 milhões de trabalhadores atingidos.

Agronegócio Brasileiro e Balança Comercial

Segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior - Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), disponibilizados na segunda (21), na 5ª semana de Setembro de 2020, a balança comercial registrou superávit de US$ 0,527 bilhão e corrente de comércio de US$ 3,838 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 2,182 bilhões e importações de US$ 1,655 bilhão. No mês, as exportações somam US$ 18,459 bilhões e as importações, US$ 12,296 bilhões, com saldo positivo de US$ 6,164 bilhões e corrente de comércio de US$ 30,755 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 156,78 bilhões e as importações, US$ 114,336 bilhões, com saldo positivo de US$ 42,445 bilhões e corrente de comércio de US$ 271,116 bilhões.

Nas exportações dos produtos agrícolas, a Secex informou que:

As exportações de café torrado contabilizaram um volume de 66,698 mil toneladas na quinta semana de setembro, com aumento de 7,00% comparada a semana anterior. A média diária de embarques registrados na semana foi de 13,34 mil tons. Comparado a quinta semana de agosto, o resultado foi 45,7 maior nos embarques.

A soja em grãos obteve um volume 1,550 milhão de toneladas até a quinta semana de setembro, com aumento de 50,19% em relação a semana passada e acréscimo de 33,00% no embarques comparado a mesma época do mês anterior. A média diária contabilizada ficou em 310,0 mil tons.

Na exportação do milho, a Secex informou a movimentação de 2,053 milhões de toneladas, com aumento de 38,78% diante do volume contabilizado na semana passada. A média diária foi de 410,80 mil tons.

Economia Mundial

Recuperação de economia global começa a desacelerar: A melhor fase da recuperação econômica global já passou e a retomada, que começou em alta velocidade, agora entra em um período difícil.

Esse é o alerta de economistas de Wall Street quando olham para os meses finais de um ano traumático. Cerca de US$ 20 trilhões de estímulo de governos e bancos centrais levaram as economias globais de volta aos níveis pré-pandemia. Mas, por vários motivos, o último trecho deve ser o mais difícil.

Autoridades podem reduzir o suporte fiscal que tem sido fundamental para a recuperação, como já aconteceu nos Estados Unidos. Cortes de empregos temporários podem se tornar permanentes, uma preocupação agravada nesta semana quando gigantes corporativos como Walt Disney e Royal Dutch Shell anunciaram a demissão de dezenas de milhares de trabalhadores. E o próprio coronavírus se espalha mais rápido e obriga governos a recorrerem novamente aos confinamentos com a chegada do clima mais frio.

“Estamos deixando a fase de recuperação das paralisações”, disse Ethan Harris, responsável por pesquisa econômica global do Bank of America, em entrevista à Bloomberg Television. “Agora estamos mais na fase de moer para a frente.”

Todos esses riscos deixaram investidores menos otimistas em relação às primeiras semanas da crise de coronavírus. O índice S&P 500 caiu em setembro após cinco ganhos mensais consecutivos, e o indicador Stoxx 600 da Europa também reduziu a alta.

A boa notícia é que a economia mundial se mostrou mais resistente à crise de saúde global do que muitos temiam, graças à rápida resposta das políticas. Governos subsidiaram a renda e ajudaram empresas a sobreviver, enquanto bancos centrais cortaram as taxas de juros e asseguraram liquidez a mercados financeiros sob pressão.

Uma medida de sucesso: o Deutsche Bank, que em maio alertava para uma queda de 5,9% do PIB global neste ano, agora avalia que a retração será de 3,9%.

Austeridade de novo?

Mas o resultado ainda representaria a crise mais profunda das últimas gerações. E não está claro quanto mais governos estão dispostos a emitir e gastar para completar a recuperação.

O estímulo fiscal acrescentou 3,7 pontos percentuais de crescimento ao PIB global neste ano, de acordo com o JPMorgan Chase. Mas economistas do banco acreditam que as autoridades irão repetir os erros cometidos após a crise financeira de 2008, com o retorno prematuro à austeridade. Com isso, o impulso deste ano se transformaria em um entrave fiscal de 2,4 pontos percentuais em 2021.

Nos EUA, economistas têm cortado previsões de crescimento para o quarto trimestre, porque temem que os esforços para aprovar outro projeto de lei de gastos do coronavírus emperrem no Congresso, embora um acordo ainda seja possível antes da eleição presidencial de novembro.

Na Europa, onde o coronavírus levou líderes a superarem profundas divergências sobre a combinação de seus recursos orçamentários, o fundo de recuperação histórico de 1,8 trilhão de euros (US$ 2,1 trilhões) – visto como fundamental para países em dificuldades como Itália e Espanha – agora enfrenta possíveis atrasos.

Outros fatores que reduzem a esperança de uma recuperação em forma de V são a propagação acelerada do vírus e a ausência de uma vacina. Governos estão relutantes em retomar o lockdown total, cientes do forte impacto que isso pode causar nas empresas. Mas muitas partes da Europa, incluindo o Reino Unido, impuseram algumas restrições.

No entanto, alguns países observam dados animadores sobre a pandemia, especialmente a China, onde a Covid surgiu. A segunda maior economia do mundo conseguiu controlar o vírus e avançar na recuperação em ritmo mais rápido do que a maioria de seus pares, mesmo com o início de estabilização mostrado por vários indicadores (InfoMoney/Bloomberg).

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