Destaques da Economia (17 a 21/08): Dólar vai a R$ 5,55 após senado derrubar veto ao reajuste de servidores

  • 21/08/2020
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  • Categoria(s): Notí­cias Populares |

Economia Brasileira

A cotação do dólar, que chegou a bater a máxima de R$ 5,66 ontem (20), fechou valendo R$ 5,55 com aumento de 0,42% na variação diária. A valorização do dólar ante ao real, foi influenciada diretamente após o Senado ter derrubado o veto sobre a decisão do reajuste do salário dos servidores públicos. No agronegócio, a balança comercial registrou superávit na segunda semana, com aumento nas exportações de soja, mas com queda nos embarques do café e milho. No mercado externo, China segue apresentando sinais de recuperação pós covid-19, enquanto que demais países ainda continuando buscando meios de reduzir o contágio da doença. Confira:


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Economia Brasileira

Cotação do Dólar: No fechamento de quinta-feira (20), o preço do dólar registrou uma variação de alta diária em 0,42% sendo cotado a R$ 5,554. Na variação semanal, o indicador apresentou aumento de 3,47% tendo em vista que a moeda americana estava cotada a R$ 5,3675 a uma semana.

Senado derruba veto a reajuste de servidor: Na noite desta quarta-feira (19), o ministro Paulo Guedes, da Economia, criticou a decisão do Senado de derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro ao reajuste de salários de servidores durante a pandemia do coronavírus. Ele disse que o Senado deu "um péssimo sinal" e classificou a decisão como "um crime contra o país".

4 em 10 brasileiros acreditam em piora da economia: Uma pesquisa do Datafolha aponta que uma parcela crescente dos brasileiros avalia que a situação econômica do Brasil vai piorar nos próximos meses, com aumento do desemprego, avanço da inflação e perda do poder de compra. Segundo o levantamento, 41% acham que a situação econômica do país vai piorar nos próximos meses, enquanto 29% avaliam que vai ficar igual. A situação vai melhorar para 29% dos respondentes –1% deles não souberam opinar. Em dezembro, última vez em que foi feita a pesquisa, o cenário era outro: 43% avaliavam que a situação econômica do país ia mudar para melhor.

Desemprego sobe e chega a 13,1% em julho: Dados da Pnad Covid indicam que a taxa de desemprego mensal acelerou entre junho e julho, atingindo o maior patamar desde maio, início da pesquisa. O índice pulou de 12,4% para 13,1%. Ao todo, 12,3 milhões de brasileiros estão de desempregados. O aumento se deu por conta do fechamento de mais de postos de trabalho em julho somado a maior procura por um emprego por quem foi demitido – na metodologia do IBGE, é considerado desempregado apenas quem efetivamente procura emprego e não acha.

Agronegócio Brasileiro e Balança Comercial

Na 2ª semana de Agosto de 2020, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,395 bilhão e corrente de comércio de US$ 6,894 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 4,145 bilhões e importações de US$ 2,75 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 8,889 bilhões e as importações, US$ 5,501 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,388 bilhões e corrente de comércio de US$ 14,389 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 129,781 bilhões e as importações, US$ 96,407 bilhões, com saldo positivo de US$ 33,374 bilhões e corrente de comércio de US$ 226,188 bilhões.

Nas exportações dos produtos agrícolas, a Secex informou que:

As exportações de café torrado contabilizaram um volume de 38,105 mil toneladas na segunda semana de agosto, com queda de 41,20% comparada a semana anterior. A média diária de embarques registrados na semana foi de 7,62 mil tons.

A soja em grãos obteve um volume 1,908 milhão de toneladas entre os dias 10 a 14 de agosto, com aumento de 19,76% na variação semanal. A média diária contabilizada ficou em 381,0 mil tons.

Na exportação do milho, a Secex informou a movimentação de 1,463 milhão de toneladas, com retração de 579,0 mil tons diante do volume contabilizado na semana passada. A media diária embarcada ficou em 292,6 mil tons.

Economia Mundial

China suportará crescimento global enquanto economias desenvolvidas se recuperam da COVID-19, afirma gigante da mineração: A gigante anglo-australiana de mineração BHP disse nesta terça-feira que a China será a única grande economia a crescer este ano, com a recuperação desde o coronavírus nos países desenvolvidos estando atrasada, informou o South China Morning Post.

Em seu relatório financeiro anual, a mineradora, que possui vários negócios, previu que a China assumirá a maior parte do crescimento global nos próximos anos, com os países desenvolvidos não iniciando a recuperação até 2021.

"Embora as perspectivas para 2021 permaneçam incertas, dentro dos cenários que consideramos, nosso caso base tem a economia mundial se recuperando solidamente durante o ano", disse a BHP em sua perspectiva.

"Haverá, no entanto, uma variação considerável no nível do país", disse o jornal citando a empresa.

A empresa disse ainda esperar que os membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico retornem às suas taxas de crescimento de tendência pré-COVID-19 por volta de 2023.

As previsões pessimistas lançam uma sombra sobre a demanda global por commodities em um futuro próximo, incluindo minério de ferro e carvão.

"As perspectivas e a velocidade de recuperação [global] podem ser muito desiguais, variando consideravelmente de país para país, afetando assim a demanda por nossas commodities", disse o diretor executivo da BHP, Mike Henry, em uma apresentação online.

A empresa ficou um pouco abaixo de sua meta de lucros para o ano inteiro, devido a ganhos menores com petróleo e carvão e custos mais altos, incluindo despesas causadas por sua resposta à pandemia, disse a reportagem.

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