Mercado de Grãos: impactos da peste suína africana no rebanho da China começam a se estabilizar e mercado brasileiro acena retomada nas importações

  • 07/02/2020
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  • Categoria(s): Notí­cias Populares |

horizonte de retomada das importações

O mercado de grãos brasileiro acena para um novo horizonte de retomada das importações da China por produtos como soja e milho, já que as perspectivas para 2020/2021 são de uma demanda mais forte nos volumes, especialmente da soja, para dar continuidade às compras  da indústria chinesa.

Essa foi uma das tônicas da palestra de André Pessoa, durante o Fórum de Mercado, apresentado na  Casa Paraná Cooperativo, novidade na edição deste ano no Show Rural Coopavel, evento que reúne milhares de produtores brasileiros e que se tornou uma grande vitrine  do agronegócio, em Cascavel, no Paraná.    

Panorama

No ano passado, a produção de carne suína do país diminuiu acentuadamente em virtude da disseminação da Febre Suína Africana (FSA),  que matou cerca da metade do rebanho de suínos da China desde agosto de 2018 e elevou os preços da carne suína chinesa para níveis recordes.

Agora, a boa notícia que se espalha pelo mundo, é de que os impactos da FSA no rebanho asiático já começaram a dar sinais de estabilização. A fim de preencher a lacuna de proteína deixada pelo aperto da oferta de carne de porco na China, a indústria  [de lá] espera aumentar a demanda por farelo de soja e milho, como formas de suprir a alimentação animal.


Conjuntura de grãos  

Milho - De acordo com o boletim de análise semanal realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), entre os dias 27 a 31 de janeiro, O mercado de milho manteve-se  balizado pela demanda interna, que operou  acima da paridade de exportação. No entanto, dependendo da área semeada de milho 2ª safra, os  preços tendem a enfraquecer pelos próximos dias,  mas ainda devem permanecer garantindo rentabilidade aos produtores.

No entanto, os produtores seguem retendo estoques e fazendo a comercialização de modo bem pontual. Em relação ao mercado de entrega futura tem ofertas com preços atrativos para exportação, visto que a paridade oferece condições de suporte nos contratos a serem firmados.

Milho Embarcado - Segundo a Conab, para a próxima safra, o volume estimado é de no mínimo 34,0 milhões de toneladas, onde qualquer alteração do volume vai depender das condições de paridade de exportação, onde o dólar está tendo um peso mais significativo que as cotações de Chicago.

Soja - No mercado doméstico,  os preços apresentaram uma leve queda motivada pelo preços do mercado internacional. A tendência para as próximas semanas, é que os preços internos baixem muito lentamente, tendo o dólar como suporte.

Outro fator que pode influenciar uma retração  nos preços do mercado interno é o início da colheita brasileira de soja, que já se encontra com  15,7% da produção colhida até esta sexta-feira (07), em meio as chuvas que dificultaram os trabalhos nos campos em alguns importantes estados produtores,  com algo estimado em produtividade perto 122,22 milhões de toneladas.

Sobre o volume do grão de soja embarcado para fora do país, segundo a Secretaria de Comercio Exterior ( Secex),  no mês de janeiro de 2020 foram de 1,48 mil toneladas. A considerar o mesmo período de 2019, as exportações foram de 2,039 milhões de toneladas. A quantidade superior foi impulsionada, principalmente, pela colheita antecipada que ocorreu em 2019.

Trigo – Segundo dados da Conab, o mercado do trigo nacional encerrou a última semana de janeiro com poucos negócios firmados e de olho em fatores como alta cambial e comportamento do trigo argentino, que encareceram  ainda mais as importações nacionais.

O cenário que se configura sobre a Argentina, nosso principal fornecedor de trigo, é de que o país vizinho já comercializou grande parte de sua safra e o volume que ainda resta para ser negociado é restrito. Devido a essa grande  demanda pelo cereal  é que  as cotações estão favoráveis.  Agora, a expectativa do mercado interno é aumentar as importações, visto que a Argentina não deverá ter trigo suficiente para abastecer os moinhos brasileiros.

No que diz respeito ao panorama lá de fora,  o mercado futuro  tritícola  quebrou o ritmo da tendência de alta que vinha mantendo nos últimos meses e apresentou   desvalorização. O baixo desempenho nas exportações  norte-americanas dessa commodity, bem como o alastramento do coronavírus pelo mundo, são os motivos que afastaram  os investidores de risco.

*Com informações da Conab/ Sistema Ocepar

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