Café – Balanço Semanal: Preços continuam em queda por conta de previsão de maior oferta

  • 22/01/2020
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  • Categoria(s): Mercado do Café |

Cotação do Café

O mercado do café continua operando em queda e na última semana, recuou 3% na média de preço semanal do arábica. A previsão de uma bienalidade positiva para 2020/21 irá aumentar significativamente a oferta do grão, o que provoca uma redução nos preços para que o mercado se torne mais competitivo. Tanto mercado interno, quanto externo, tem apresentando a mesma movimentação. Por outro lado, os produtores brasileiros estão contidos às negociações no momento, porque a comercialização da safra 2019/20 já foi praticamente toda negociada.

Cotação do Café Arábica

O preço do café segue em queda neste início de ano. Entre o período de 13 a 17 de janeiro os índices do café arábica recuaram 3,02% na média de preço semanal que ficou em R$ 490,20/saca baixando do patamar de R$ 500.

Nesta semana, segunda e terça-feira a cotação do café fechou em queda, resultando numa cotação de R$ 485,12/saca no dia 21/01 acarretando numa variação mensal negativa de 11,51%.

Essa redução drástica no preço do café se deve aos bons números esperados para a safra bienal 2020/21 que será positiva, de acordo com o Cepea. Aumentando a oferta do grão no mercado interno e externo.

COTAÇÃO DO CAFÉ ARÁBICA NO BRASIL PARCIAL JAN.20

Cotação do Café Conilon

Já para o Café Conilon, os índices foram menos agressivos na última semana, operando em média R$ 298,87/saca com queda de 0,98%. Ainda apresentando desvalorização na média semanal, os índices se elevaram a partir da última terça (14) e seguem alavancados por enquanto.

Ontem (21) os indicadores fecharam em 305,71/saca ultrapassando novamente os R$ 300 por saca e resultando em uma variação mensal positiva de 0,63%.

COTAÇÃO DO CAFÉ CONILON NO BRASIL PARCIAL JAN.20

Produção de Café no Brasil

O 1º Levantamento da Safra 2020 de Café realizado pela CONAB mostra que país poderá colher entre 43,2 e 45,98 milhões de sacas beneficiadas de arábica e entre 13,95 a 16,04 milhões de sacas de conilon. Divulgado nesta quinta-feira (16) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o boletim aponta que o fenômeno atuou sobretudo no café do tipo arábica, em relação a 2019.

A produção de café arábica, influenciada pela bienalidade, deverá ter um aumento entre 26% e 34,1%, respectivamente, em comparação ao volume produzido na safra passada. Mas, em relação a 2018, haverá um decréscimo entre 3,2 e 9%. A floração da atual safra ocorreu sob um clima desfavorável, com altas temperaturas e baixos índices pluviométricos. Entretanto, o clima favoreceu no período da formação do chumbinho e os enchimentos dos frutos do arábica.

A produção de café conilon no país tem sido favorecida pelo clima e subiu de 14,2 milhões de sacas em 2018, para 15 milhões em 2019. Com a expectativa para 2020, o país poderá colher uma safra total, somando conilon ao arábica, entre 57,2 milhões e 62,02 milhões de sacas beneficiadas de café este ano. Já a área total, será de 1,89 milhão de hectares, com crescimento de 4%.

Produção regional – Entre os estados cafeicultores, Minas Gerais deve produzir entre 30,71 e 32,08 milhões de sacas. No sul de Minas a quantidade oscila entre 17,03 e 17,79 milhões de sacas. No Cerrado Mineiro a produção ficará entre 5,82 e 6,07 milhões de sacas, enquanto na Zona da Mata Mineira oscila entre 7,21 a 7,53 milhões de sacas. No Norte de Minas deve ficar entre 655,7 mil e 684,9 mil sacas beneficiadas.

Na previsão para os outros estados a estimativa mostra o seguinte cenário: Espírito Santo, 13,02 a 15,44 milhões de sacas; São Paulo, 5,71 a 6,1 milhões; Bahia, 3,6 a 4,1 milhões; Rondônia, 2,34 a 2,39 milhões; Paraná, 880 a 970 mil sacas; Rio de Janeiro, 316 a 350 mil sacas; Goiás, 265,2 a 276 mil sacas e Mato Grosso, 159 a 168,8 mil sacas.(Conab).

Café Mercado Externo

No mercado internacional, os preços futuros dos contratos dos cafés arábica e conilon recuaram neste início de ano após as fortes altas verificadas nos meses de novembro e dezembro/19. A normalização do clima com o retorno das chuvas nas regiões cafeeiras do Brasil e a entrada de produto de origem colombiana e de países da América Central tem contribuído para o arrefecimento das cotações.

Entre o período de 13 a 17 de janeiro a média praticada para os contratos de mar/20 ficaram em US$ 113,77/saca com queda de 5,19% comparado com a semana anterior, cuja média registrada era de US$ 120,00/saca.

O fechamento de ontem (21) nos futuros de março/20, que ficou em US$ 111,05/saca apresentou o pior resultado desde o dia 20 de novembro de 2019 quando o índice era de US$ 110,95/saca.

LEVANTAMENTO DO PREÇO DO CAFÉ NA CBOT – PARCIAL JAN.20

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