Destaques da Economia (de 13 a 17/01)

  • 17/01/2020
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Economia Brasileira

Nessa semana o maior destaque da economia não foi no Brasil, mas sim com no mercado externo, com a assinatura da primeira fase do acordo comercial entre Estados Unidos e China, o que acaba sendo um grande avanço para todo o mercado global. Apesar do Brasil correr o risco de reduzir o seu volume de exportações para a China, o mercado brasileiro segue confiante no fornecimento de commodities, especialmente as agrícolas, para o continente Asiático. Confira:

Economia Brasileira

Prévia do PIB sobe 0,18% em novembro: Considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou expansão de 0,18% entre outubro e novembro. Foi a quarta alta consecutiva do índice na comparação mensal, acima da expectativa de avanço de 0,1% divulgada em pesquisa da Reuters, ótima notícia para a economia brasileira. Ante novembro de 2018, o índice subiu 1,1%. O número surpreendeu analistas, já que o crescimento da economia em novembro, medido pelo desempenho da indústria, dos serviços e do varejo, estava abaixo do esperado. O IBGE divulgará o PIB fechado de 2019 no dia 4 de março.

Enquanto isso, as estimativas da ONU preveem um crescimento do PIB tímido para o Brasil ao longo do ano de 2020: A Organização das Nações Unidas publicou um relatório com perspectivas para 2020 na economia global. A entidade prevê expansão de 1,7% para o PIB do Brasil em 2020, além de alta de 1% estimada para 2019. O crescimento do nível de atividade no Brasil, ainda de acordo com o documento, deve acontecer por conta da retomada da confiança dos empresários. A previsão, no entanto, é mais pessimista do que pensa o mercado, segundo o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, a média de expectativa de crescimento do PIB com base na avaliação de cerca de cem analistas é de 2,3% para este ano.

Mercado digital tem mais vagas do que candidatos: Em um país em que o desemprego atinge 12,4 milhões de pessoas, o mercado digital caminha na direção contrária: até 2024, a demanda por profissionais de tecnologia será de 70 mil por ano, número maior do que os 46 mil formados na área até essa data. A estimativa é da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). Vagas para profissionais da área, como desenvolvedores, cientistas de dados, designers e analistas de marketing digital, podem pagar de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil para novatos e de R$ 15 mil a R$ 20 mil para quem tem cinco ou seis anos de carreira, segundo informações da consultoria de RH Vulpi.

Agronegócio e Balança Comercial

A Secex informou por meio do seu relatório semanal da balança comercial de que o agronegócio destinou ao mercado externo até a segunda semana de janeiro: 945,7 mil sacas de café em grãos, 434,7 mil toneladas se soja em grãos, 550,5 mil toneladas de açúcar em bruto e 672 mil toneladas de milho em grãos.

De acordo com a Secretaria de Comercio Exterior, na segunda semana de janeiro de 2020, com 5 dias úteis, a balança comercial registrou superávit de US$ 14 milhões e corrente de comércio de US$ 6,902 bilhões, resultados de exportações no valor de US$ 3,458 bilhões e importações de US$ 3,444 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 6,351 bilhões e as importações, US$ 4,573 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,778 bilhão e corrente de comércio de 10,923 bilhões.

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de janeiro/2020 (US$ 907,2 milhões) com a de janeiro/2019 (US$ 822,0 milhões), houve crescimento de 10,4%, em razão do aumento nas vendas de produtos básicos (+23,0%, de US$ 370,5 milhões para US$ 455,6 milhões, por conta, principalmente, de minério de ferro, algodão em bruto, carnes bovina, suína e de frango, petróleo em bruto) e semimanufaturados (+8,5%, de US$ 131,4 milhões para US$ 142,5 milhões, por conta, principalmente, de açúcar de cana em bruto, semimanufaturados de ferro/aço, ouro em formas semimanufaturadas, couros e peles, zinco em bruto). Por outro lado, caíram as vendas de produtos manufaturados (-3,4%, de US$ 320,1 milhões para US$ 309,2 milhões, por conta de plataforma de extração de petróleo, partes de motores e turbinas para aviação, laminados planos de ferro/aço, motores e turbinas para aviação, tubos flexíveis de ferro ou aço).

Nas importações, a média diária até a 2ª semana de janeiro/2020, de US$ 653,2 milhões, ficou 12,3% abaixo da média de janeiro/2019 (US$ 744,9 milhões). Nesse comparativo, caíram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (-35,6%), adubos e fertilizantes (-28,5%), aeronaves e peças (-16,6%), cereais e produtos da indústria da moagem (-14,0%), farmacêuticos (-5,5%). Ante dezembro/2019, registrou-se crescimento de 9,3%, pelos aumentos nas compras de plástico e obras (+38,5%), equipamentos eletroeletrônicos (+32,3%), siderúrgicos (+29,7%), equipamentos mecânicos (+28,7%), químicos orgânicos e inorgânicos (+23,3%).

Economia Internacional

EUA e China assinam a 1ª fase do acordo comercial: Os governos de Estados Unidos e China assinaram na última quarta-feira (15), finalmente, um acordo parcial de paz na guerra comercial, travada desde 2018 na base da troca de tarifas. De lá para cá, com as duas maiores economias do mundo impondo mutuamente travas ao comércio, o mercado financeiro tem sofrido de forte volatilidade e a economia mundial de desaceleração. Trump diz que os dois países já trabalham numa segunda fase de acordo, cuja intenção é acabar de vez com as barreiras comerciais entre os dois países.

Em linhas gerais, o acordo consiste na redução de parte de taxas impostas há mais de um ano e meio pela Casa Branca contra a importação de produtos fabricados chineses. Em contrapartida, a China se comprometeria a retomar a compra de volumes substanciais de produtos americanos, além de rever políticas de transferência forçada de tecnologia.

Para o Brasil, este acordo acaba não sendo tão benéfico assim, tendo em vista que por muito tempo a China optou por comprar commodities brasileiras, especialmente produtos agrícolas, ao invés de demandarem dos Estados Unidos. De acordo com um grande economista, o Brasil corre o risco de ter uma queda de US$ 10 bilhões em exportações chinesas após o novo acordo, valor que representa somente 5% dos US$ 223 bilhões total exportados pelo Brasil para a China, mas que não deixa de ser relevante.

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