Defensivos Agrícolas: Como evitar a deriva na aplicação de agrotóxicos?

  • 17/01/2020
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Defensivos Agrícolas

Pior do que aplicar um produto e não ver resultados, é pulverizar e ver que prejudicou as culturas sensíveis de áreas próximas. Esse é um dos problemas da ocorrência da deriva, além da perda de produtos e aplicação de doses inadequadas em campo. O fato da deriva ser tão comum nos mostra que não é fácil controlar essa questão na tecnologia de aplicação de defensivos. Para que isso não ocorra, veja agora 5 passos para auxiliam a evitar a deriva:

O que é deriva de defensivos agrícolas?

É quando a aplicação do defensivo agrícola não chega ao alvo. A deriva também é definida como o movimento do defensivo no ar durante ou após a aplicação, não atingindo o local desejado.

Como se sabe, é fundamental que o defensivo agrícola atinja o local desejado, pois caso isso não aconteça, poderá ocorrer perda de dinheiro, tempo e, consequentemente, redução na produtividade.

Mesmo com tantas informações sobre tecnologia de aplicação, é provável perder-se um pouco na hora da escolha de critérios para a tomada de decisão.

Pensando nisso e buscando evitar estes problemas, segue abaixo 5 coisas que ajudam a evitar a deriva dos defensivos agrícolas:

  1. Peso e diâmetro de gotas: essencial para não ocorrer deriva de defensivos

O diâmetro e peso de gotas é um dos principais fatores que afetam a deriva. Gotas com tamanho de 50 a 100 μm são classificadas como muito finas, sendo aquelas mais suscetíveis à deriva.

Já, as gotas grandes são mais pesadas e por isso sua trajetória é praticamente vertical, isso confere uma maior resistência à deriva dos defensivos agrícolas.

Lembrando que gotas maiores resultam em menos cobertura da planta e, por isso, são mais utilizadas com defensivos sistêmicos, enquanto que gotas pequenas (finas) são recomendadas para produtos que precisam dar cobertura à planta, ou seja, àqueles de contato.

Por isso, sempre prefira usar gotas médias a grossas quando o produto permitir e as condições climáticas não estiverem propícias.

  1. Condições climáticas durante as aplicações de defensivos

Para evitar a deriva no momento da aplicação dos defensivos agrícolas, as condições climáticas precisam ser ideais.

A recomendação é que a aplicação seja feita quando a temperatura for menor que 30°C, a umidade relativa do ar seja maior que 50%, além de velocidade do vento entre 3 e 7 km/h.

Ventos com velocidade acima de 10 km/h contribuem para um aumento da deriva do produto, principalmente se o tamanho das gotas for fina ou muito fina, podendo atingir outras áreas de aplicação que não as desejadas.

Entretanto, ventos com velocidade menor que 4 km/h podem reduzir a penetração dos produtos nas partes inferiores das plantas.

Para fazer a aplicação dos defensivos agrícolas sempre nas melhores condições climáticas, é necessário monitorar o tempo.

  1. Adjuvantes para evitar a deriva de defensivos agrícolas

Os adjuvantes podem ter diversas funções e uma delas pode ser antideriva.

Um estudo feito por Costa et al. (2014) concluiu que o uso de óleo mineral e agente antideriva reduz a suscetibilidade à deriva em aplicação de glifosato + 2,4-D.

  1. Escolha corretamente a ponta de pulverização

Para escolha da ponta adequada, é necessário conhecer os componentes do bico de pulverização.

Os bicos de pulverização são formados por: Corpo, Peneira, Ponta, Capa.

A escolha do bico de pulverização adequado vai ajudar a reduzir as perdas por deriva e garantir maior uniformidade na aplicação.

Vários fatores devem ser levados em consideração na hora da tomada de decisão, uma delas é qual o alvo que se deseja atingir.

Existem vários tipos de ingredientes ativos e vários alvos a serem controlados, como plantas daninhas, pragas e doenças.

Assim, primeiro defina o seu alvo, como por exemplo, se ele está no solo ou na planta.

  1. Pressão adequada, altura da barra e cobertura

Para evitar deriva e aplicar corretamente o defensivo agrícola, a altura da barra deve ser de aproximadamente 50 cm em relação ao alvo, mas o melhor é que você mude a altura dependendo do alvo, como mostramos abaixo:

Depois veja se a cobertura é a ideal, ou seja, se a quantidade de gotas do produto é suficiente.

Uma boa cobertura do alvo está relacionada a: Tipo de produto, Tamanho de gota, Surfactantes e Volume do produto aplicado.

O tipo de produto envolve a formulação (granulado, pó molhável, pó solúvel, concentrado emulsionável, solução aquosa, suspensão concentrada ou grânulos dispersíveis).

Além da formulação, outras características que precisam ser observadas são:

Como o produto é absorvido (aplicação em pré ou pós-emergência); Se o produto degrada com a luz; Qual o tempo necessário para o produto ser absorvido; Se ele é sistêmico ou de contato; Se ele é volátil (essa é uma das principais características associados ao alto risco de deriva).

Conclusão

Você viu cinco dicas importantes que podem lhe auxiliar para realmente atingir o alvo de aplicação desejado, não causando danos às outras culturas.

Com a redução da deriva, mais produtos chegam ao alvo, controlando plantas daninhas, pragas e doenças, o que consequentemente ajuda na manutenção das altas produtividades.

Ao planejar sua aplicação, consulte sempre um engenheiro(a) agrônomo(a), leia e siga todas as instruções e precauções da bula do produto.

Agora que você entendeu mais sobre como evitar a deriva de defensivos agrícolas, que tal começar a aplicar essas dicas na hora da pulverização?

Obtenha informações estratégicas para a melhor decisão de compra e venda de produtos agrícolas em AF News Agrícola.

 

Conteúdo baseado no artigo “5 coisas para saber que evitam a deriva de defensivos” produzido por Ana Letícia via Blog Aegro.

 

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