Agricultura de Precisão: Importância dos Mapas de Produtividade

  • 27/11/2019
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Notícias agrícolas

Um dos princípios da agricultura de precisão é o de identificar a diversidade espacial e temporal do campo, entendendo que cada talhão da propriedade tem suas características específicas. Ou seja, que uma grande área agrícola dificilmente será homogênea ao longo da sua extensão. Porém, esse levantamento de informações só é possível através de imagens aéreas e de cruzamento de informações coletados com o uso de sensores e GPS, para o seu georreferenciamento. Um dos métodos de análise dessa combinação de informações se dá através dos mapas de produtividade. Confira:

O que são mapas de produtividade?

Os mapas de produtividade são mapas de pontos amostrais coletados nas lavouras, que contém informações sobre a quantidade colhida em determinada área no campo. A área de cada amostra pode ser definida de acordo com a velocidade de deslocamento da máquina, do tempo de coleta de cada ponto (geralmente entre 1 a 3 pontos por segundo) e da largura da plataforma.

A localização de cada ponto é georreferenciada com o auxílio de um GNSS ( sistema de navegação global por satélite) e possuem coordenadas (latitude e longitude) para correto posicionamento dentro da lavoura. Os pontos são classificados em diferentes escalas de cores, de acordo com a produtividade para a composição do mapa final.

Um dos componentes principais no monitoramento da produtividade é o sensor de fluxo de grãos, que possui associados aos seus sistemas outros sensores, como: de umidade, de inclinação, de levante da plataforma, entre outros. O sensor mais comum que mensura o produto sendo colhido é a placa de impacto, que é um tipo de sensor gravimétrico, além deste, temos os sensores por facho de luz, conhecidos como volumétricos.

Quais cuidados que devem ser tomados no monitoramento?

No momento de realização da coleta de dados nos pontos amostrais da propriedade, devem ser tomados alguns cuidados para que os resultados sejam o mais realista possível e erros como uma máquina descalibrada, podem interferir no resultado. Portanto, para a correta coleta de dados de produtividade em campo, deve-se calibrar a placa de impacto de acordo com a cultura que estamos colhendo.

A largura da plataforma também deve ser revista, de forma a evitar erros na colheita e na contagem dos grãos. A calibração de sensores do inclinômetro, umidade, temperatura e de levante da plataforma devem ser ajustados de acordo com a cultura e espaçamento.

O posicionamento das coordenadas geográficas no GPS deve ser conferido, para que um erro de localização não ocorra.

Como gerar recomendações com os mapas de produtividade?

Quando o assunto é adubação, as recomendações no método convencional se baseiam na média da necessidade de fertilizantes agrícolas de uma lavoura. O mesmo não acontece na agricultura de precisão, já que seu conceito está em justamente entender que cada talhão da propriedade possui diferentes relevos, composições nutricionais, entre outras características agrícolas pertinentes.

Sendo assim, a agricultura de precisão busca melhorar a gestão das lavouras, com o objetivo de aumentar a sua produtividade e otimizar os seus processos, como na utilização de insumos. Mas para isso, é necessário a aplicação dos mapas de produtividade, que irão apresentar quais as zonas com necessidades específicas de fertilizantes.

Alguns softwares de geração de mapas de produtividade em SIG (Sistema de Informação Geográfica), como o QGIS, trazem a possibilidade da criação do mapa de recomendação de adubação. Esses mapas de pixels, costumam possuir três informações básicas de acordo com cada pixel: latitude, longitude e dose. Ou seja, se o produtor utilizar o método de reposição de nutrientes, de somente aquilo que a cultura extrai do solo. A partir do momento que a máquina de adubação passar naquela coordenada geográfica, irá aplicar somente a dose necessária de fertilizante, reduzindo assim os excessos na aplicação, gerando economia nos insumos.

O que se deve ser considerado nesta reposição de nutrientes, é qual cultura será implantada na área após a adubação, tendo em vista que a próxima cultivar também irá extrair os nutrientes necessários do solo para desenvolver o seu potencial produtivo, portanto, a sua necessidade deverá ser considerada e reposta no solo.

Portanto, embora os mapas de produtividade sejam de grande ajuda na otimização de resultados das lavouras, é necessário um mínimo de conhecimento das culturas que serão produzidas, para que a adubação se dê de forma adequada, é justamente por esta razão que os dados coletados não tem muita utilidade, caso não saibam ser bem interpretados, mas que fazendo a aplicação correta dessas informações, é possível aumentar a produtividade.

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Conteúdo baseado no texto “Como interpretar mapas de produtividade na agricultura de precisão”, veiculada pela Geodata.

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