Disputa comercial EUA x China: negociações caminham no sentido de buscar cooperação igualitária, diz liderança chinesa

  • 22/10/2019
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Acordo EUA x China

À espera do fim do conflito comercial entre a China e os Estados Unidos, que já se arrasta por mais de 15 meses, produtores e consumidores global acompanham diariamente notícias sobre o progresso das negociações comerciais entre as duas potências econômicas.

Segundo a Reuters, nesta terça-feira (22), o vice-ministro das Relações Exteriores da China, Le Yucheng, teria dito durante o Fórum Xiangshan, em Pequim, que “ nenhum  país pode prosperar sem trabalhar com outros”,  e emendou: “ qualquer problema pode ser resolvido desde que um lado respeite o outro”.

Para a autoridade chinesa, a conciliação para acabar com a guerra comercial depende de uma abertura entre os países e não uma “dissociação”  ou uma nova Guerra Fria. É que Pequim teme que o governo de Donald Trump queira separar-se completamente da China.

Progresso nas negociações

Em 11 de outubro,  o presidente norte-americano, Donald Trump,  anunciou a “primeira fase” de um acordo com a China, cuja expectativa é que o pacto seja assinado até meados do próximo mês. Como sinal de possível trégua, os EUA, inclusive, suspendeu a alta nas tarifas aduaneiras de 250 mil milhões de dólares, ou seja, cerca de 226 mil milhões de euros, em mercadorias importadas da China, que aumentariam de 25 para 30% no dia 15 de outubro.

Desde que haja respeito mútuo entre os países para  buscar uma cooperação igualitária, não há desacordos que não possam ser resolvidos, enfatizou o líder chinês.  Sobretudo,  a declaração deu a entender que a  China não vai abrir mão de seus principais interesses e nem tampouco permitirá  que outros países afetem sua segurança soberana.

Cotas para Compra de soja

Mais cedo, segundo fontes seguras como traz a reportagem da Reuters,  a  China chegou a oferecer para grandes empresas locais e internacionais,  cotas livres de tarifa para a importação de 10 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos.

A concessão de cotas para importações de soja dos EUA foi feita para processadores estatais, privados e grandes “tradings” internacionais com plantas de processamento na China. Segundo a Reuters, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China não respondeu às várias tentativas de contato após o horário comercial.

Em meio às conciliações como parte da tentativa de pôr um ponto final à disputa comercial,  a Casa Branca teria afirmado no último dia 18, que a  China aceitou comprar até 50 bilhões de dólares em produtos agrícolas dos EUA por ano.  Mas, na semana consecutiva às negociações, os chineses teriam importado do Brasil o equivalente a 480 mil toneladas de soja.

Só para  ter noção, em 2018, o primeiro ano da guerra comercial, as exportações brasileiras para a China cresceram 35% na comparação com 2017, o gerou uma balança comercial positiva para o Brasil em US$ 30 bilhões.

*Com informações Reuters

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