Destaques da Economia Brasileira e Internacional (de 27/09 a 04/10)

  • 04/10/2019
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Economia Brasileira

Durante a semana os principais fatores que movimentaram a economia brasileira giraram em torno dos resultados da balança comercial no mês de setembro e no mercado externo, a Guerra Comercial continua sendo o assunto com mais atenção. Confira os destaques da última semana:

Economia Brasileira

A nova lei trabalhista criada em novembro de 2017, onde permitia a criação de vagas para trabalho intermitente, foi responsável por somente 15% das vagas criadas no período de nov/17 até jul/19, resultando em 660.390 vagas de emprego. Algo bem inferior as expectativas que o governo tinha na época, que era de 2 milhões de empregos no período de 3 anos. A maior limitação ainda, é a falta de conhecimento aprofundado não só das empregadoras, como também dos trabalhadores, por talvez não acharem atrativos essa forma de contratação.

Carteira de Trabalho Digital: O Ministério da Economia divulgou essa semana que a partir da próxima terça-feira (08) um aplicativo poderá substituir a Carteira de Trabalho de papel, para uma CT digital. De acordo com o órgão, todas as informações sobre contratações, anotações, férias, alteração de cargo e salário, serão feitas por via eletrônica. Para que o empregado e empregador utilizem da tecnologia, é necessário que o contratante esteja devidamente cadastrado na plataforma do e-Social.

Impostos e contribuições do Brasil atinge a marca de R$ 1 trilhão: A Receita Federal divulgou que as arrecadações de impostos nos primeiros 8 meses de 2019, superou o volume arrecadado de R$ 1 trilhão, sendo o melhor resultado desde 2014. No mês de agosto, as contribuições da economia brasileira totalizaram R$ 119,9 bilhões, representando um crescimento anual de 5,67% comparado ao mesmo período do ano passado. A expectativa do governo é cumprir a meta fiscal de um déficit de até R$ 139 bilhões até o final de 2019.

Balança comercial

De acordo com o levantamento do Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgado, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, em seu relatório semanal e já fechando o mês de setembro no dia (30/09), a exportação das commodities brasileiras resultaram US$ 18,74 bilhões. Comparado ao mês de agosto o crescimento foi de 4,7% na média diária, porém, houve queda de 11,6% ante o mesmo período de 2018.

As importações registraram US$ 16,49 bilhões, com aumento de 5,7% comparado com o ano anterior e alta de 11,0% sobre o mês de agosto pela média diária.

Ainda segundo a Secex, a corrente de comercio alcançou um valor de US$ 35,23 bilhões, com queda de 4,3% na média diária comparado ao mesmo período de 2018.

O saldo comercial de setembro apresentou um superávit de US$ 2,246 bilhões, bastante inferior aos US$ 5,071 bilhões que havia registrado no mesmo período do ano anterior, com queda de 59,9%.

Com relação as commodities do grupo dos básicos,  as vendas caíram expressivamente para o petróleo em bruto (-37,7%, para US$ 1,790 bilhão), café em grãos (-25,7%, para US$ 330 milhões), farelo de soja (-20,5%, para US$ 436 milhões), soja em grãos (-20,3%, para US$ 1,598 bilhão), carne bovina (-20,2%, para US$ 525 milhões) e carne de frango (-14,3%, para US$ 489 milhões).

Agronegócio

No início da semana o Ministério Público informou por do Diário Oficial da União, a medida provisória de ampliação em R$ 5 bilhões os créditos de financiamento para o agronegócio do Brasil.

Conforme pronunciamento do Ministério da Agricultura (Mapa), essa media favorece as condições para a redução de juros, através da ampliação e da melhoria das garantias para operações de crédito rural, a MP 897/19 vai expandir financiamentos e aumentar a competição no crédito rural.

Economia Internacional

O dólar abriu a sexta-feira (04) em queda, após as falar do Fed sobre a desaceleração da economia dos EUA.

A CNBC afirma que há grandes chances de que o Fed reduza em mais de 25 pontos a taxa de juros básica nos Estados Unidos, especialmente depois de divulgar os dados sobre a balança comercial norte-americana, que está para ocorrer nos próximos dias.

Seguindo os últimos capítulos da Guerra Comercial entre os Estados Unidos e China, o país asiático tem se mostrado mais propenso a realizar compras de produtos dos norte-americanos, além disso, a pressão que esse impasse tem provocado no governo de Donald Trump, tem feito com que o presidente dos Estados Unidos esteja com uma melhor vontade em chegar a um acordo, o que aumenta as chances da China continuar realizando compras dos produtos dos EUA.

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