Argentina desbanca Brasil em exportações de carne bovina ao mercado chinês

  • 01/10/2019
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  • Categoria(s): Mercado de Carnes |

Tango e carne argentina

O país do tango deu um importante passo nas exportações de carne bovina para a China, nestes primeiros sete meses do ano, deixando o Brasil, que até então era o principal fornecedor externo do produto para o país asiático,  para trás. Entre janeiro e julho deste ano, o volume embarcado pela Argentina somou 186 mil toneladas, enquanto as vendas brasileiras  tiveram alcance de 180 mil toneladas. Os dados foram revelados pela revista Beef to China.

Ao todo, o volume exportado da Argentina para a China equivale a 70% de toda a exportação de carne bovina argentina. O volume também representa 21,7% da importação chinesa do produto. Já o volume brasileiro equivale a 21% da importação da China.

Em entrevista ao Jornal Valor Econômico, o presidente do Consórcio de Exportadores de Carnes da Argentina (ABC), Mario Ravettino, explicou que a “diferença é marginal. Mais importante que isso é o aumento das exportações argentinas em si, porque a China é um mercado de volume importante”, disse.

Pelos cálculos, o total dos embarques de carne bovina argentina deverão atingir 720 mil toneladas em 2019 ou o equivalente a US$ 4 bilhões. Com esse patamar, a Argentina mantém-se no ranking dos dez maiores exportadores de carne bovina pelo segundo ano consecutivo, podendo chegar à quinta posição.

Em 2018, o país ocupou a 6ª posição, com embarques de 550,5 mil toneladas, enquanto  Brasil, Índia, Austrália, EUA e Nova Zelândia ocuparam as primeiras colocações, respectivamente. 

Desde 2005, quando ocupou o terceiro lugar, ficando atrás somente do Brasil e EUA, a Argentina caiu para a 14ª posição, após a intervenção do governo no mercado com a imposição de preços internos e barreiras às exportações. No período de baixa, a Argentina ficou atrás até dos sócios menores do Mercosul, Uruguai e Paraguai.

Os dados mostram uma recuperação de exportação no setor de carne bovina da Argentina. Ao longo do governo da ex-presidente Cristina Kirchner, o país reduziu as exportações, usando o slogan “garantir a mesa dos argentinos”, que dava ênfase a ações nacionais.

Por isso, ao longo do governo Kirchner, o país perdeu mais de 10 milhões de cabeça de gado, mais de 100 frigoríficos foram fechados e quase 20 mil pessoas perderam o emprego. Por outro lado, o consumo de carne per capita anual do argentino passou de 69,4 quilos, em 2007, para 112 quilos, em 2019, sendo 51 quilos bovinos, 40 quilos de frango, 16 quilos suínos e o restante entre outros tipos de carne.

Ao concentrar esforços para recuperar o volume de exportações da carne bovina, Ravettino garante que o processo não vai afetar a oferta nacional do produto e nem elevará o preço para o consumo argentino. “Há carne para todos”, garante.

*Com informações Beef Point

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