Café – Resumo Semanal: Clima seco é o principal fator na redução da produção do grão

  • 25/09/2019
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  • Categoria(s): Mercado do Café |

Cotação do Café

Na última semana, os cafés arábica e conilon seguiram praticamente estáveis nos preços, já no início dessa semana voltaram a operar com valorização na variação diária. Segundo relatório divulgado pelo Ministério da Economia, o café atingiu cerca de 1,95 milhões sacas nos índices de exportação, até a terceira semana de setembro. O clima seco tem sido um dos principais fatores para a redução da produção do grão nesse ano, além da bienalidade negativa.

Café Arábica

A média semanal do café arábica entre 16 a 20/09, ficou em R$ 433,59/saca de 60 kg, praticamente estável à média da semana passada que era de R$ 433,24/saca, apontando apenas um ligeiro avanço de 0,08% no valor.

Após apresentar a melhor valorização do mês no dia 16/09 fechando em R$ 440,51/saca, voltou a registrar queda na variação diária de 1,95%, sendo cotado a R$ 431,94/saca no dia 17/09.

Cafeicultores consultados pelo Cepea estiveram preocupados com o clima quente e seco na maior parte das regiões de arábica e robusta. Para o arábica, agentes apontam que algumas flores, especialmente as abertas em julho, foram abortadas nas últimas semanas. Os impactos na produção da próxima safra, no entanto, ainda são muito baixos.

Por outro lado, chuvas já foram registradas nas regiões de Garça (SP) nos últimos dias. Para a próxima quinzena, a previsão também é mais positiva, com precipitações acima de 50 mm em Franca (Mogiana – SP), Varginha (Sul de Minas), Patrocínio (Cerrado Mineiro), Manhuaçu (Zona da Mata – MG), Londrina (PR), Linhares (ES) e Cacoal (RO), e de 33 mm em Garça, segundo a Climatempo. Esse cenário, aliado à queda dos futuros da variedade em parte da semana passada, retraiu produtores consultados pelo Cepea das negociações.

As próximas semanas serão decisivas para o mercado de café brasileiro. É que o clima vai determinar as condições da florada que ainda está por vir.

Café Conilon

O preço médio do café robusta (conilon), segue constante, com a média de R$ 288,75/saca de 60 kg, com uma discreta valorização de 0,74%, em relação à média da semana anterior que foi de R$ 286,63/saca.

No início dessa semana, os valores apontaram um crescimento fechando ontem (24) em R$291,60/saca, sendo o preço máximo registrado durante setembro.

Exportações do café em grão

De acordo com dados do levantamento do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgado, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), em seu relatório semanal, as exportações de café em grão alcançaram 1,95 milhões sacas de 60kg até a terceira semana de setembro, arrecadando em valores nesse período 238,3 milhões de dólares. Sendo comercializado uma média diária de 130,5 mil sacas, no valor unitário de US$ 121,8 dólares.

Produção do café

O clima seco e a bienalidade negativa não estão ajudando a safra do café arábica deste ano. A falta de chuva nos primeiros meses de 2019, período em que o grão se desenvolve, prejudicou a colheita, que será 33,6% menor do que a de 2018. Com isso, a estimativa é de que o Espírito Santo produza 3,15 milhões de sacas beneficiadas da variedade.

Os dados foram divulgados na última semana no 3º Boletim da Safra de Café da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com as informações, aproximadamente 75% dos 152,1 mil hectares destinados à produção no estado já foram colhidos. A área de colheita deste ano está menor do que a de 2018 (156,6 mil hectares).

A bienalidade negativa do arábica, que ocorre depois de um ano de alta produtividade, já indicava que a colheita deste ano seria menor do que a de 2018.

Mas o que não foi previsto, era a condição climática que a região Sul do Espírito Santo, principal área de plantio do grão enfrentou.

Além disso, neste ano, a área de colheita encolheu. Dos 535,2 mil pés de café que estavam em produção no ano passado, 519,8 mil permanecem neste ano. Já os pés em formação passaram de 59 mil para 47,2 mil, uma redução de 20%.

A união desses fatores fez a produtividade do café cair 31%. Em 2018, o produtor conseguiu colher 30,34 sacas por hectare. Já neste ano, a média passou para 20,73 sacas por hectare.

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