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Última atualização: 10/5/2018 - Atualizado em 02/10/2013h46

China cortará 0,3% das importações de soja 18/19, previsão pode desestabilizar também o Brasil

A produção de soja na China 2018/19 deve crescer em 4,9%, para 15,27 milhões de tons.

De AF News Análises

Por Maíra Laskoski

A China cortará suas importações de soja 2018/19 pela primeira vez em 15 anos, conforme previsão do Ministério da Agricultura na quinta-feira (09/05), enquanto isso a briga comercial com os Estados Unidos pressiona os suinocultores do maior comprador mundial a buscar proteínas mais baratas.

Em suas primeiras previsões para o próximo ano safra, que começa em outubro/18, o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais disse que as importações de soja devem cair 0,3%, para 95,65 milhões de tons. Esse seria o primeiro declínio desde 2003/04, de acordo com dados do departamento de agricultura dos EUA.

A previsão pode desestabilizar o Brasil, maior exportador de soja, que colheu safra recorde este ano, até o momento 117 milhões de tons, segundo o levantamento mais recente da CONAB.

As preocupações dos agricultores dos EUA se intensificam, pois as exportações para a China minguaram depois que Pequim ameaçou impor uma tarifa adicional de 25% sobre a soja norte-americana, em retaliação às ações comerciais tomadas pelo presidente Donald Trump.

A ameaça de pesadas tarifas elevou o preço do farelo de soja na China, e levou as fábricas chinesas de ração a buscar fontes alternativas de proteína para os suinocultores, que já enfrentam os preços do suíno em baixas de vários anos.

Os preços do suíno vivo na China despencaram cerca de 30% no primeiro trimestre de 2018, uma das maiores quedas já registradas, depois que um aumento significativo na produção de novas fazendas impulsionou o fornecimento de suínos no mercado.

A produção de soja na China 2018/19  deve crescer em 4,9%, para 15,27 milhões de tons. Os produtores de soja estão recebendo apoio adicional após o lançamento de uma campanha de "emergência" neste mês, para aumentar a produção.

A área plantada de soja aumentará 7,8%, para 8,39 milhões de hectares (20,7 milhões de acres), embora a menor precipitação na Mongólia Interior diminua a produção.

Pequim embarcou em um grande esforço para reduzir seu plantio de milho, para reduzir um enorme excesso de estoques, apoiando o plantio de soja em seu lugar.
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