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Última atualização: 23/10/2017 - Atualizado em 02/10/2013h46

Ministro Maggi pediu apoio ao governo e falou de temas polêmicos

Ministro falou de política, polêmica da lei do trabalho análogo à escravidão, trigo e importações de fora do Mercosul

De AF News Análises

No Congresso Internacional do Trigo, realizado hoje pela Abitrigo em Campinas-SP, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Sr Blairo Maggi  este presente, e aproveitou o momento para falar sobre política. Segundo o mesmo, está em um governo que não disputou eleições, por isso não tem alto reconhecimento público, mas está trabalhando. Segundo o ministro o presidente se esforça, trabalha, e tem feitos ações importantes para o avanço do país. E ainda segundo Maggi não tem recebido qualquer apoio da opinião pública.
 
Falando na portaria do Ministério do Trabalho por trabalho análogo à escravidão, o ministro indicou que a portaria foi de conhecimento de todos os ministros sabiam, não só do presidente, que tem sido alvo de críticas e atribuída como um agrado à bancada ruralista. Ainda tentando reforçar que o a lei não se aplica somente à área rural, ministro Blairo Maggi destacou que a lei que criou as punições ao trabalho escravo não regulamentou o que era trabalho escravo, por isso o anúncio da portaria publicada na semana anterior por parte do governo Temer.  O ministro reforçou que não concorda com trabalho escravo e que apoiaria medidas a produtores que fazem uso desta prática, quando foi aplaudido pelos presentes.

O ministro ressaltou medidas impopulares tomadas pelo governo Temer. Como a reforma trabalhista, que veio pela solicitação da indústria e necessária ao crescimento. A Pec do teto de gastos, altamente impopular, mas também necessária. Indicou às pessoas que se informem, que leiam sobre o como as coisas funcionam. Criticou no geral a imprensa que aborda ações do presidente sempre de forma negativa.

No trigo, fomento à comercialização, políticas de incentivo à produção para que moinhos tenham matéria-prima e siga competitivo são ações do governo e do ministério segundo o ministro. Neste ponto o ministro destacou estar atento à questões de mercado internacional. Diante disso, o ministro  indicou  a necessidade de cumprir com uma cota acordada há vários anos (1994) que permita de trigo de países fora do Mercosul, como forma de mão dupla para a abertura de novos mercados aos produtos agropecuários brasileiros.

Sobre a produção sustentável, o país pode falar abertamente com qualquer país. Apenas 9% do território serve para produção, a Amazonia está sendo afetada? Sim, mas estamos fazendo a nossa parte com fiscalização e legislação dura. Somos sustentáveis, Brasil é um país muito bem posicionado e obriga os produtores a cumprirem os acordos que fizemos na esfera ecológica.
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