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Última atualização: 29/10/2018 - Atualizado em 02/10/2013h46

Exportação em alta aumenta demanda por animais rastreados

Destaque no Giro do Boi desta segunda, 29, para uma oportunidade que muitas vezes passa despercebida pelo...

De AF News Análises

Destaque no Giro do Boi desta segunda, 29, para uma oportunidade que muitas vezes passa despercebida pelo pecuarista brasileiro, a rastreabilidade do rebanho, que pode servir como ferramenta para captura de valor pela carne produzida por viabilizar a exportações para mercados mais exigentes, como é o caso dos países europeus, por exemplo.

Para falar sobre o tema, o convidado do programa foi o sócio diretor de uma das empresas habilitadas a atuar no setor, o Serviço Brasileiro de Certificações – SBC (http://sbcert.com.br), o zootecnista Sérgio Ribas. O profissional destacou que o volume de animais rastreados tem variado de modo inexpressivo na última década, mas que pelo momento favorável às exportações, o número cresceu em 2018 na comparação com 2017, embora a evolução tenha sido baixa. Atualmente, o Brasil possui 1.700 fazendas habilitadas para este tipo de exportação, que somam um rebanho de 4,5 milhões de cabeças rastreadas.

Mas não é a apenas a premiação da indústria por animal rastreado, geralmente de cerca de R$2/@, que chama a atenção do pecuarista. Segundo Ribas, a gestão da propriedade também é impactada de modo positivo. “Requer uma disciplina. […] Não é agregar só o valor final no prêmio do boi, é agregar controle, gestão, mudanças de cultura, disciplina em sua fazenda e, no final, você vai agregar o ágio que as indústrias pagam pelo animal rastreado”, listou. “Às vezes o ganho que o produtor tem indireto é muito maior que o ganho direto. O ganho direto é aquele ágio que a indústria paga no boi rastreado, mas o ganho indireto é muito maior no contexto geral, está no ganho da gestão e é a isso que a gente precisa dar muito valor”, completou.

Ribas ainda detalhou o passo a passo para o pecuarista que quer aproveitar esta oportunidade de melhorar a gestão e agregar valor ao seu produto final através da rastreabilidade. “O protocolo de certificação começa com um cadastro básico na sua propriedade. Então o produtor faz todo o cadastro de sua propriedade, faz o pedido dos brincos e aí vai ele vai fazer um inventário da sua fazenda. Como você é obrigado a certificar 100% do gado, você já começa a sua gestão. […] Depois o pecuarista vai chamar a certificadora que ele escolher e aí nós vamos fazer uma inspeção conforme a instrução do Sisbov, e aí sim encaminha para o certificado, aguarda os prazos que devem ser aguardados, e comercializa os animais com o frigorífico para a Europa”, explicou.

“No meu ponto de vista, com as contas que fiz, independente da tecnologia que ele vai agregar e os custos que ele vai assumir, acima de 200 animais (abatidos ao ano), as contas já são positivas”, calculou.


Fonte: Canal Rural.

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