Notícias Agrícolas - AF News

Última atualização: 01/10/2018 - Atualizado em 02/10/2013h46

Setor aposta na Índia para exportar

Com a intenção de ampliar as exportações de feijão, produtores e agroindústrias estiveram na Índia – principal mercado do produto ...

De AF News Análises

Com a intenção de ampliar as exportações de feijão, produtores e agroindústrias estiveram na Índia – principal mercado do produto brasileiro – para prospectar novos clientes na semana passada.

Em 2017, o Brasil exportou 106 mil toneladas de feijão, sendo 43% do total destinado aos indianos. “A intenção é ampliar ainda mais o mercado para a exportação e embarcar o dobro do volume em dois a três anos”, diz a diretora de negócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Márcia Nejaim.

No ano passado, a Índia foi o principal comprador do feijão brasileiro, seguida do Vietnã, que adquiriu 15,7% do total exportado e do Egito, que respondeu por 14,4% do volume negociado. Esses três países são responsáveis por 73% das exportações do setor.

A receita com os embarques para a Índia foi de US$ 34,2 milhões no ano passado, com um total negociado de 50 mil toneladas. “Começamos a explorar esse mercado em 2016. A Índia tem uma demanda interna crescente e responde por 25% do consumo mundial de pulses [sementes secas comestíveis]”, afirma Márcia.

A Apex levou 20 representantes de empresas de alimentos e produtores a uma missão comercial em Nova Deli e em Mumbai, na feira World Food of India, na última semana.

“Ampliamos o trabalho de participação em feiras no país incluindo dois eventos em que os produtores pudessem ter contato com compradores diferentes”, salienta ela.

Segundo dados do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), o Brasil produz 3 milhões de toneladas de feijão e exporta cerca de 3% desse total. Cerca de 60% da produção brasileira é de feijão-carioca, produto que também é embarcado ao mercado indiano.

“Corrermos um sério risco de excesso de oferta [dessa variedade] nos próximos anos com o aumento da área irrigada”, afirma o presidente do Ibrafe, Marcelo Lüders.

“É estratégico buscarmos a diversificação do consumo interno, incluindo feijões rajados e vermelhos, por exemplo, para podemos levar o feijão-carioca ao mercado externo.”

Conforme o dirigente, neste ano o Brasil exportou feijão para 44 países. “Apesar do excelente volume de safra em alguns países da Ásia este ano, temos mantido presença constante nos mais importantes mercados”, acrescentou.

O Brasil exporta oito variedades do grão. Há cinco anos embarcava somente dois tipos.

Fonte: DCI
veja também
informativo - assinatura
O cadastro é rápido, fácil e você passa a ter acesso a
benefícios exclusivos: Receber as diversas newsletters,
comentar as materias publicadas e balanços semanais.