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Última atualização: 18/9/2018 - Atualizado em 02/10/2013h46

Exportações crescem com demanda chinesa

A demanda chinesa deve continuar dando fôlego para as exportações do agronegócio brasileiro. Produtos como soja e carne bovina tiveram...

De AF News Análises

A demanda chinesa deve continuar dando fôlego para as exportações do agronegócio brasileiro. Produtos como soja e carne bovina tiveram crescimento no acumulado do ano até agosto tendo o País asiático entre os principais destinos.

As exportações do agronegócio somaram US$ 68,52 bilhões entre janeiro e agosto, alta de 4,7% sobre 2017, puxada pelo aumento do volume em 3,8% no período. Os dados são do Ministério da Agricultura (Mapa).

Os embarques de soja em grão atingiram recorde para o período, de 64,6 milhões de toneladas, alta de 13,5% ante igual intervalo do ano passado. Segundo o Mapa, as exportações para a China somaram 50,9 milhões de toneladas e responderam por quase 30% do valor total exportado em produtos do agronegócio. Esse volume representa 42,7% da safra brasileira de soja 2017/2018, de 119,3 milhões de toneladas.

“Havia uma esperança que a tabela do frete fosse revertida, o que animou exportadores. Ainda que isso não tenha acontecido, eles estão aproveitando a forte demanda chinesa em meio ao conflito comercial com os Estados Unidos”, explica o diretor geral da Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes.

De acordo com relatório do Rabobank, a China ainda deve demandar entre 15 milhões e 20 milhões de toneladas da oleaginosa no último trimestre deste ano. No entanto, a expectativa é que os americanos forneçam boa parte desse volume aos chineses, já que os estoques brasileiros estão baixos, o que daria suporte às cotações da oleaginosa em Chicago.

Mendes acredita que os embarques de soja devem fechar o ano entre 72 milhões e 74 milhões de toneladas, ante 68 milhões de toneladas negociados em 2017.

Para o milho, porém, a expectativa é de que os embarques sejam ainda menores que os 20 milhões de toneladas projetados em após a greve dos caminhoneiros. No ano passado, o País exportou 29 milhões de toneladas. “O frete tem um peso maior sobre o cereal, que tem preços inferiores aos da soja. Esse aumento na tabela do frete foi monumental”, esclarece.

O Rabobank, por outro lado, projeta embarques de 27 milhões de toneladas do cereal para este ano. “Em função do forte ritmo de embarques de soja até agosto devido à guerra comercial entre China e EUA, espera-se que a janela de exportação de milho no Brasil seja deslocada para o último trimestre”, diz o banco em relatório

Fonte: DCI.
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