Notícias Agrícolas - AF News

Última atualização: 16/7/2018 - Atualizado em 02/10/2013h46

Exportação do agronegócio cresceu 2,9% no semestre, a US$ 49,5 bilhões

Na primeira metade deste ano, as exportações do agronegócio brasileiro tiveram um ...

De AF News Análises

Na primeira metade deste ano, as exportações do agronegócio brasileiro tiveram um aumento de 2,9% em receita na comparação com o mesmo período do ano passado, para US$ 49,5 bilhões, puxadas mais uma vez pelos embarques de soja e derivados, de acordo levantamento divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério da Agricultura a partir de dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic).

As importações de produtos do agronegócio, por sua vez, recuaram 3,6% na mesmo comparação, para US$ 7,036 bilhões no primeiro semestre do ano. Com isso, o setor obteve um superávit comercial de US$ 42,498 bilhões, alta de 4% na comparação anual.

Na série histórica iniciada em 1997, o atual foi o maior superávit registrado para o intervalo de janeiro a junho, enquanto a receita com exportação foi a segundo maior

Apenas a receita com os embarques com soja no primeiro semestre avançou 11,8%, para US$ 22,317 bilhões — crescimento alimentado tanto pelo maior volume exportado como pela valorização dos produtos.

O ministério afirma, em nota, que além da previsão de aumento da produção de soja na safra 2017/2018, o cenário favorável para  a comercialização do grão  é complementado pelo conflito comercial entre Estados Unidos  e China.  A disputa deve estimular as vendas de soja brasileira ao mercado chinês.

Outro segmento que também aumentou sua receita com exportação foi o de produtos florestais, que inclui papel e celulose. No semestre, o faturamento com as exportações desses produtos cresceu 30,1%, para US$ 7,076 bilhões.

Esse resultado desbancou, inclusive, o obtido pelo setor de carnes com exportações, que desde 2007 vinha à frente do segmento de produtos florestais. No semestre, os embarques de carnes ficaram em US$ 6,379 bilhões, um recuo anual de 12,7%. No primeiro semestre do ano passado, a receita com as exportações de carnes ainda foi maior do que as de produtos florestais.

Segundo o Ministério da Agricultura, “embargos impostos à carne brasileira têm prejudicado o desempenho das exportações, como exemplos da União Europeia, da Rússia e da Arábia Saudita, cujos mercados significaram redução US$ 1,02 bilhão no primeiro semestre de 2018 ante idêntico intervalo de 2017”.

Também registraram queda na receita com exportação no primeiro semestre deste ano os setores sucroalcooleiro e de café. No primeiro caso, os embarques renderam US$ 3,549 bilhões, queda de 39,6%. Houve forte redução do volume embarcado de açúcar para os oito principais mercados do do Brasil (Argélia, Bangladesh, Arábia Saudita, Índia, Emirados Árabes Unidos, Nigéria, Marrocos e Malásia).

No caso do café, a receita com exportação caiu 14,8%, para US$ 2,238 bilhões, com retração do volume embarcado para União Europeia e Estados Unidos.

A China reforçou sua posição de liderança na pauta das exportações brasileiras do agronegócio no primeiro semestre de 2018, ampliando sua participação de 33,0% para 36,1%. As vendas ao país cresceram 12,7%, passando para US$ 17,90 bilhões.

A soja em grão respondeu por 80% das exportações do agronegócio para a China, gerando um adicional de US$ 1,43 bilhão em relação ao mesmo período do ano anterior. Outro produto que contribuiu significativamente para o aumento das vendas ao país foi a celulose (com aumento de US$ 508,26 milhões), seguida por carnes (avanço de US$ 262,56 milhões).

Apenas em junho, as exportações do agronegócio brasileiro renderam US$ 9,207 bilhões, uma diminuição anual de 0,7%. Houve aumento dos embarques com soja, de 24,4%, para US$ 4,923 bilhões, mas redução nas exportações de carnes (que caíram 42%, para US$ 765 milhões).

As importações  no mês cederam 10,1%, para US$ 1,042 bilhão. Com isso, o superávit comercial do setor aumentou 0,7%, para US$ 8,165 bilhões.


Fonte: Valor
veja também
informativo - assinatura
O cadastro é rápido, fácil e você passa a ter acesso a
benefícios exclusivos: Receber as diversas newsletters,
comentar as materias publicadas e balanços semanais.