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Última atualização: 16/8/2017 - Atualizado em 02/10/2013h46

REVISÃO DE META DO DÉFICIT FISCAL PODE PREJUDICAR RETOMADA DO CRESCIMENTO, DIZ FIEP

Presidente da entidade afirma que medida pode aumentar desconfiança sobre o país e dificultar investimentos produtivos

De AF News Análises

O anúncio do aumento da meta para o rombo nas contas públicas em 2017 e 2018, feito na noite desta terça-feira (15) pelo governo federal, preocupa o setor produtivo e pode prejudicar a retomada do crescimento econômico. A análise é do presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, que voltou a cobrar a adoção de medidas concretas que reduzam custos e aumentem a eficiência do gasto público.
“A revisão da meta de déficit fiscal pode ser muito ruim para a economia e para o setor produtivo, principalmente porque aumenta a desconfiança de que o país não consegue administrar suas finanças”, afirma Campagnolo. “Essa situação reduz ainda mais a capacidade de poupança do país para investimentos, não só do setor público, que não consegue fechar suas contas e precisa cortar despesas, mas também da iniciativa privada, podendo ter impacto direto na retomada do crescimento”, acrescenta.
O presidente da Fiep lembra ainda que a medida pode impactar também no ritmo de queda da taxa de juros, como vinha sendo observado nos últimos meses. “Juros menores são fundamentais para incentivar a recuperação do dinamismo da economia. Mas, com um déficit maior, aumenta a necessidade do governo de se financiar, sendo mais interessante para ele manter taxas de juros altas para atrair investimentos em títulos públicos, em detrimento do investimento produtivo”, justifica.
Na opinião de Campagnolo, para solucionar a questão do déficit fiscal crescente o Brasil precisa atacar problemas que são velhos conhecidos, como o rombo da Previdência e os gastos excessivos com folha de pagamentos. “É preciso aprovar uma Reforma da Previdência que garanta sustentabilidade ao sistema em longo prazo e também rediscutir toda a gestão pública brasileira. O país precisa estabelecer prioridades para o gasto público e reestruturar completamente a máquina administrativa, aumentando a eficiência na aplicação dos recursos que são retirados da sociedade na forma de impostos”, conclui.

Fonte: Assessoria de Imprensa
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