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Última atualização: 24/4/2018 - Atualizado em 02/10/2013h46

Lucro no balanço social da Embrapa é de R$ 37,18 bilhões em 2017

Redução das emissões de carbono na safra 2016/2017 foi calculada em 65 milhões de toneladas com ajuda da integração lavoura-pecuária-floresta

De AF News Análises

Para cada real aplicado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em 2017 foram devolvidos R$ 11,06 para a sociedade. Os dados são do Balanço Social 2017 da empresa, que apontou lucro social de R$ 37,18 bilhões, gerados a partir da adoção pelo setor agropecuário de 113 tecnologias e de cerca de 200 cultivares.

"O lucro social deriva de benefícios econômicos obtidos por quem que adota tecnologias disponibilizadas pela empresa. “Quando relacionamos os benefícios econômicos com a receita operacional líquida anual, temos o que chamamos de retorno social ou lucro social", explica Antonio Flavio Dias Ávila, pesquisador e supervisor de Avaliação de Desempenho Institucional da Secretaria de Desenvolvimento Institucional (SDI) e líder dos estudos de avaliação de impacto na Embrapa.

“Se considerarmos o fluxo de benefícios econômicos e de custos das tecnologias a taxa interna de retorno média é de 36,2%”, calcula o pesquisador. Para chegar ao resultado de R$ 11,06 devolvidos à sociedade, o balanço relaciona indicadores laborais, sociais e as tecnologias desenvolvidas e transferidas à sociedade.

Destacam-se no conjunto de tecnologias e cultivares a contribuição na tropicalização do trigo, com o desenvolvimento do cultivar BRS 404, específica para cultivo em sequeiro nos cerrados. A cultivar de soja BRS 7380RR resistente aos principais nematoides de solos - vermes microscópicos - posiciona a Empresa na liderança numa área que havia sido dominada pela genética importada.

No âmbito da produção animal, parceria com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e a Olimpo Informática, permitiu a criação da Plataforma de Qualidade - Carne Bonificada, ferramenta que integra todos os elos da cadeia da qualidade da carne nacional e simplifica a adesão dos produtores a protocolos de raças e às exigências dos diferentes mercados importadores. Ao atender os requisitos estabelecidos nos Programas de Certificação de Raças Bovinas, os bois abatidos recebem selos de qualidade que proporcionam ao produtor o pagamento de bonificação.

Na agricultura familiar, o balanço destaca o desenvolvimento da BRS Zamir, cultivar que já ocupa 10% da área plantada com tomate-cereja, mais produtiva, tolerante ao principal fungo que ataca o tomateiro e com alto teor de licopeno.

A Embrapa disponibiliza sua produção técnico-científica diretamente na internet. Só em 2017, o total de downloads dos conteúdos alcançou 24,5 milhões. Já o Programa Prosa Rural ganhou diversas versões na Web, inclusive aplicativo para celular.

Novo olhar sobre a sustentabilidade

Destaque do balanço é a análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de cerca de 4 milhões de propriedades rurais. Foi constatado que um total de 176.806.937 hectares estava destinado à preservação e à manutenção da vegetação nativa. Isso equivale a 20,5% do território nacional, a contribuição da agricultura brasileira na preservação do meio ambiente.

O relatório também apresenta contribuições ao desenvolvimento agrícola do Brasil com a Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (Rede AgroNano), e para a redução das emissões de gases de efeito estufa e o cumprimento pelo País dos compromissos da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (ONU-COP15). As tecnologias de fixação biológica de nitrogênio (FBN) na cultura da soja e os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) contribuíram para a redução das emissões de carbono na safra 2016/2017 na ordem de 65 milhões de toneladas de carbono.

Além dos impactos elencados, há ainda outros benefícios à economia brasileira, como a geração de saldo na balança comercial, o aumento na arrecadação de impostos e empregos adicionais gerados nas cadeias produtivas.
O modelo de Balanço Social da Embrapa é baseado na metodologia definida pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e um grupo de empresas estatais. O modelo tem o reconhecimento internacional por parte da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Fonte: Agricultura.gov
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