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MICOTOXINA (D0N) TRIGO

Tudo que você queria saber sobre a toxina DON

 

Vamos falar hoje da micotoxina DON, muito se falou muito se reclama, mas o fato é que a resolução da ANVISA está aprovada e temos de conhecê-la para saber como se adequar à legislação, haja vista as vultosas multas a serem impostas, sem falar nos riscos à saúde, vamos a uma breve explanação acerca desta substância.

Vamos iniciar nossa revisão a partir do campo, para quem não sabe o composto desosinivalenol é uma micotoxina (toxina de fungos) liberada pelo fungo causador da doença de trigo giberela, uma das principais da cultura em nossos cultivos. Há período no campo em que a cultura é susceptível seria da extrusão das anteras (início florescimento) até o período de grãos em massa (enchimento de grãos), logo se há um contato com o produtor ou órgão de assistência, o simples questionamento se houve chuvas expressivas nesta fase de desenvolvimento da lavoura a campo já exime ou não um lote. Neste ano safra, a temperatura parece ser um limitante a ocorrência, pois tem como intervalo ótimo 20 a 30°C, sendo que o florescimento das lavouras paranaenses e mesmo gaúchas encontram-se em sua maioria e temperaturas mais baixas, isso limita a ocorrência, porém não exclui a chance de incidência.

No treinamento que realizamos na última semana na empresa Granotec, comentou-se acerca das responsabilidades de quem comercializa, cabendo aos compradores de trigo este ônus neste momento, ou seja, em 2012 se um moinho compra um lote de trigo acima do limite permitido e fabrica farinha este é o penalizado e não o produtor de trigo, que somente será multado a partir de 2014. Na resolução n°7 de 18 de fevereiro de 2011 estão expostas as diretrizes e limites de concentração da DON em produtos como bolachas e farinhas de trigo.

Os limites previstos na resolução acima citada, para farinhas de trigo e subprodutos (biscoito, macarrão, etc) em 01/01/2012 é de 1750 microgramas por kg (antiga PPM) contra 2000 microgramas por kg para produtos integrais. Em 2014, os valores se alteram para 1250 e 1500 microgramas por kg respectivamente além de 3000 microgramas por kg para o trigo em grão. Reduzindo assim até os níveis finais para 2016.

As reclamações dos produtores, levantadas na discussão do último Congresso Internacional do Trigo dão conta da falta de fungicidas adequados para controle da doença à campo e falta de estudos para o “timing” de aplicação destes controles químicos, o que limitaria o poder de controlar a giberela a campo, não há cultivares com resistência vertical a esta doença.

E para finalizar, os moinhos atualmente devem avaliar lotes comprados de trigo por meio de análises em laboratórios, que segundo agente de mercado consultado, custam atualmente entre R$ 180 e 200/amostra ou adquirir kits de teste rápido, os quais não conseguimos obter cotações, mas que devem ser bastante onerosos em função do fato de serem importados. As multas podem chegar a até 1,5 milhões de reais. Tem sido bastante combatida esta resolução e o pedido dos agentes da cadeia de trigo é quanto ao atraso da vigência destas normas inicialmente previstas para janeiro de 2012.

Este artigo foi solicitado por um de nossos parceiros, traga-nos sua demanda de análise para que estejamos sempre suprindo suas necessidades.

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