Notícias Agrícolas - AF News

Última atualização: 21/3/2017 - Atualizado em 02/10/2013h46

Santa Catarina preocupada com os reflexos das denuncias sobre carnes estragada

A Cadeia produtiva do complexo das carnes está em alerta em SC.

De AF News Análises

Fonte: FECOAGRO-SC

A Cadeia produtiva do complexo das carnes está em alerta em SC. Não por estar envolvidas na denuncias apresentadas pela Policia Federal, mas pelas consequências que isso poderá provocar nos mercados internos e externos.

Sucessivas reuniões vêm sendo realizadas pelo setor e pelas autoridades, tentando esclarecer os fatos que envolvem fiscais agropecuários e empresários principalmente localizados no estado PR.

O governo do estado está se mobilizando para deixar claro ao mercado e a população que as indústrias frigoríficas de SC não estão envolvidas, e apenas uma filial de uma empresa do PR, localizada em Jaraguá do Sul que não abate, mas transforma alguns produtos está sob suspeição e auditoria do Ministério da Agricultura.

O governador Raimundo Colombo se reuniu com os secretários da Agricultura, Moacir Sopelsa, da Fazenda, Antonio Gavazzoni, da Casa Civil, Nelson Serpa, e da Comunicação, João Debiasi, o secretário adjunto da Agricultura, Airton Spies, e os presidentes da Cidasc, Enori Barbieri, e da Epagri, Luiz Hesmann, para avaliar os reflexos da operação Carne Fraca para Santa Catarina. Colombo disse que a rigorosa fiscalização dos produtos de origem animal no Estado sempre buscou garantir a qualidade na produção e na comercialização dos produtos. “Esse rigoroso controle permitiu que Santa Catarina conquistasse o mercado brasileiro e o de mais de 150 países. Temos uma tradição consolidada pelo trabalho e dedicação do povo catarinense”, afirmou o governador.

O governo do estado está se mobilizando para deixar claro ao mercado e a população que as indústrias frigoríficas de SC não estão envolvidas, e apenas uma filial de uma empresa do PR, localizada em Jaraguá do Sul que não abate, mas transforma alguns produtos está sob suspeição e auditoria do Ministério da Agricultura.

O deputado Natalino Lázare, presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa,  manifestou sua preocupação em relação à repercussão das informações a partir da deflagração da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. O parlamentar disse ser  absolutamente favorável às investigações e a um rigoroso controle de qualidade dos produtos de origem animal em Santa Catarina, ressalta que esta é uma característica histórica da cadeia produtiva, dos produtores e dos empresários do setor no Estado, que conquistaram avanços históricos e a partir de enormes esforços como o selo de Estado livre de febre aftosa sem vacinação.

Defende que os produtores, os empregados, os empresários, os diretores, enfim, todos os envolvidos, que são, em sua esmagadora maioria pessoas sérias e c omprometidas, não podem pagar a conta pela má conduta de uns poucos personagens neste contexto O parlamentar ressalta, ainda, que a estrutura de fiscalização no Estado é compatível com as necessidades e dotada de profissionais sérios e qualificados.

Em entrevista ao programa Agronegócio Hoje da Rede de Comunicação Cooperativista da Fecoagro, o presidente da Coopercentral Aurora Alimentos Mario Lanznaster também manifestou preocupações com as repercussões que poderão ocorrer no mercado em função na denuncia.

Ele apoia que haja fiscalização e a ação da Policia Federal, mas também questiona a forma de divulgação da matéria. Defende que sejam punidos os infratores, mas, discorda de que por erro de alguns, seja atingido todo o setor. Se tivesse havido mais cautela no anúncio poderia ter outro desfecho no mercado, ressalta. O presidente da Aurora entende que o Ministro da Agricultura Blairo Maggi foi mais sensato e esclarecedor.

Quanto aos criadores o presidente da Aurora recomenda que façam a sua lição de casa. Sugam as orientações dos técnicos de como tratar os animais, como fazer os manejo nas granjas, observem as condições sanitárias e não desrespeitar as normas exigidas pelos órgãos competentes, lembrando que estamos produzindo alimentos para o Brasil e o mundo.

A respeito da repercussão no mercado internacional, Lanznaster reconhece que certamente haverá, e que os importadores das nossas carnes vão se aproveitar na situação para tentar barganhar preços, embora acredite que devido a grande maioria das empresas serem serias e o mercado internacional reconhece, mas eventuais desvios de ora em diante, deve provocar retração do mercado, quedas de vendas e consequentemente queda nos preços dos suínos aos agricultores.
veja também
informativo - assinatura
O cadastro é rápido, fácil e você passa a ter acesso a
benefícios exclusivos: Receber as diversas newsletters,
comentar as materias publicadas e balanços semanais.