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Última atualização: 19/6/2018 - Atualizado em 02/10/2013h46

Dólar sobe a R$ 3,76 com ameaça de guerra comercial e incertezas eleitorais

O dólar operava em alta na manhã desta terça-feira (19), no patamar de...

De AF News Análises

O dólar operava em alta na manhã desta terça-feira (19), no patamar de R$ 3,76, diante de nova ameaça de uma guerra comercial entre Estados Unidos e China e de incertezas fiscais e políticas no Brasil.

Às 10h45, a moeda norte americana subia 0,57%, a 3,7613 na venda. Na máxima do dia, a cotação chegou a R$ 3,7845. Veja mais cotações.

Na véspera, o dólar subiu 0,29%, vendido a R$ 3,7398, após passar de R$ 3,7647 na máxima do dia.

"A China teria de impor tarifas sobre tudo o que comprasse dos EUA para manter essa resposta na mesma medida. Mas ela tem outras ferramentas que poderia usar, incluindo pressionar diretamente as empresas norte-americanas que operam na China", afirmou a empresa de pesquisas macroeconômicas Capital Economics (CE) em relatório.

Tensão comercial

A bolsa de Xangai despencou quase 4% nesta terça-feira, para a mínima em dois anos, diante da iminência de uma guerra comercial entre Estados Unidos e China. O iuan também caiu para o menor nível em mais de cinco meses em relação ao dólar.

O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou impor novas tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em bens chineses e Pequim alertou que irá retaliar com medidas "quantitativas" e "qualitativas", em um rápido agravamento do conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo.



Os riscos de uma guerra comercial desenham um pano de fundo mais adverso para ativos de risco. O aumento do protecionismo das duas maiores economias do mundo aumenta preocupações sobre o crescimento global num momento que alguns dos principais bancos centrais reduzem a liquidez, trazendo uma perspectiva mais dura para emergentes, segundo a Reuters.

Esse movimento de aversão ao risco já içou o dólar em relação à grande maioria das moedas no exterior, subindo frente a cesta e também frente a divisas como os pesos chileno e mexicano.


Fonte: G1
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