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Última atualização: 20/6/2018 - Atualizado em 02/10/2013h46

Dólar e crise desanimam consumidor

Consumo Atual apresentou leve recuo de 0,1% na comparação com....

De AF News Análises

Com um efeito centralizado no segundo bimestre, a greve dos caminhoneiros não será o vilão do varejo em 2018. Para além da paralisação, a escalada do dólar e a percepção de 52% dos consumidores que o momento atual de compra é pior que do ano passado serão os responsáveis por tirar o sono dos varejistas neste ano.

Os dados fazem parte de uma pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) realizada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

De acordo com o estudo, a intenção de consumir dos brasileiros caiu 0,5% junho ante a maio, apesar de ter crescido 12,4% na comparação com junho de 2017.

A queda no indicador reflete as dificuldades que o consumidor tem sentido no que diz respeito aos gastos: 42,8% dos entrevistados acreditam que o consumo para os próximos meses ficará abaixo do comprado no terceiro e quarto bimestres de 2017. (Veja mais no gráfico).

“A queda desses componentes reflete a disposição das famílias em gastar um pouco menos, principalmente com produtos que venham a comprometer o orçamento com compras parceladas”, analisa o economista da CNC, Antonio Everton.

De acordo com ele entre os fatores que tem prejudicado a compra estão a alta do dólar, crédito restrito e incertezas com o futuro da economia e política no País. Exemplo disso, o subíndice Nível de Consumo Atual apresentou leve recuo de 0,1% na comparação com maio. Já o componente Momento para Duráveis apresentou queda de 1,1% no comparativo mensal, ainda que ambos indicadores tenham apresentado alta de dois dígitos na comparação anual.

O resultado só não foi pior por conta da percepção mais positiva quanto o emprego, reflexo da melhoria do mercado de trabalho. O subíndice Mercado de Trabalho da pesquisa foi a 113,4 pontos, alta de 0,5% em relação ao mês passado. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego ficou em 33,9%, ante aos 31,2% de 2017.


Fonte: DCI
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