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Última atualização: 03/7/2018 - Atualizado em 02/10/2013h46

Safra de arroz supera produtividade alcançada no ano passado no Norte de SC

Aumento de 3% em relação à colheita anterior nas regiões de Joinville, Blumenau e Itajaí foi apresentado por agrônomos da Epagri, e números oficiais ainda serão anunciados

De AF News Análises

A produção de arroz nas regiões de Joinville, Blumenau e Itajaí indica aumento de aproximadamente 3% de produtividade do grão em 2018 com relação à safra anterior. O resultado da colheita foi apresentado durante a Reunião Anual de Avaliação da Safra de Arroz 2017/2018 no Litoral Norte, feita por engenheiros agrônomos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). O encontro ocorreu na última quinta-feira, em Massaranduba – Capital Catarinense do Arroz – e reuniu agricultores, técnicos e representantes de agroindústrias.

Os números oficiais da Safra de 2018, que engloba as produções do primeiro e segundo corte (este encerrado em junho), devem ser confirmados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa) nos próximos dias. O gerente regional da Epagri em Joinville, Hector Silvio Haverroth, salienta que houve pequena redução na área de plantio, mas os resultados são favoráveis.

Segundo os informes dos rizicultores dos 12 municípios do Norte Catarinense apontam por consolidar o aumento de produtividade, também em cerca de 3% na Região. O total incide sobre a produção conquistada na última Safra, que rendeu quase 170 mil toneladas do insumo em 22 mil hectares de plantação. A seguir essa média percentual, a projeção é de aproximadamente 175 mil toneladas neste ano. O destaque na produção é para Massaranduba, tanto em produtividade quanto de área plantada: seis mil hectares.

Em contrapartida, apesar desse aumento na produção a qualidade do grão pode sofrer alterações importantes com relação ao último ano. De acordo com o agrônomo Ronaldir Knoblauch, “dados climáticos indicam possíveis motivos para produção com redução de qualidade de grãos em alguns períodos de colheita da última safra, principalmente devido dias com baixa temperatura e baixa radiação solar na fase da microesporogênese, estádio mais sensível da cultura do arroz”.

Além do debate em torno da cadeia produtiva do grão, a reunião contou ainda com palestras e discussões sobre o uso de agrotóxicos e sua legislação aplicada ao tema; a outorga do direito de uso da água para irrigação, bem como a análise do clima e os efeitos sobre a produção e a qualidade do grão. Também houve a aplicação de um diagnóstico via questionário junto a 228 agricultores locais com o objetivo de auxiliar na análise dos dados da Safra. As informações coletadas seguem para análise de uma equipe especializada em mercado da Epagri/Cepa para após tornarem-se dados oficiais para o estado.

Fonte: Clibs
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