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Última atualização: 04/9/2018 - Atualizado em 02/10/2013h46

MST investe no aperfeiçoamento da produção de arroz orgânico

Referência na produção de arroz orgânico no Brasil e na América Latina, o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) está investindo no...

De AF News Análises

Referência na produção de arroz orgânico no Brasil e na América Latina, o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) está investindo no aperfeiçoamento da produção nos assentamentos. Para isso, firmou parceria para pesquisa e capacitação com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). O objetivo é melhorar os processos produtivos e a gestão agrícola. “Queremos que produtores tenham mais conhecimento e troca de experiências para melhorar a qualidade. São medidas estruturantes para nos consolidarmos ainda mais na atividade”, disse o integrante da coordenação do Grupo Gestor do Arroz Agroecológico Celso Alves.

Nesta quarta-feira (30), o MST reuniu mais de 60 camponeses para avaliar a produção da última safra e planejar a próxima, durante o 17º Seminário Estadual do Grupo Gestor. O encontro foi realizado na sede da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap), no Assentamento Integração Gaúcha, em Eldorado do Sul (RS).

Intempéries climáticas, como enchentes, vendavais e queda de granizo danificaram cerca de mil hectares de lavoura de arroz orgânico, principalmente nas regiões metropolitana e  da Campanha na última safra, e trouxeram prejuízos ainda não superados. “Muitas lavouras se estragaram, não foram colhidas. Não podemos mais correr esse risco, por isso discutiremos a nossa adesão a seguros a partir da próxima safra”, disse o assentado Emerson Giacomelli, da coordenação do Grupo Gestor.

As crises econômica, política e social também atingiram a cadeia produtiva, o que resultou na baixa do preço para os assentados vender o produto ao mercado. Diante dessa realidade, segundo Giacomelli, o desafio das 460 famílias é “fazer o tema de casa”. "Temos que ser cada vez mais profissionais no que fazemos. A conjuntura está difícil, mas não é por isso que vamos desistir da atividade. Nossa tarefa é fazer o manejo técnico, cuidar das sementes e dos nossos equipamentos, além de planejar os próximos quatro ou cinco anos”.

Fonte: Rede Brasil Atual.
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