Notícias Agrícolas - AF News

Última atualização: 16/7/2018 - Atualizado em 02/10/2013h46

Exportações reduzem perdas na produção de arroz

Embarques do grão do Rio Grande do Sul somaram 678 mil toneladas de janeiro a junho, volume 15% superior ao comercializado para outros países durante todo o ano de 2017

De AF News Análises

A crise atravessada pelo setor arrozeiro ganhou um alívio via exportações. Ancorado em um mercado um pouco mais enxuto graças às vendas para o Exterior, os preços do grão vêm apresentando reação e, há cerca de 10 dias, ultrapassaram a barreira de R$ 40 pela saca de 50 quilos, de acordo com acompanhamento da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Esalq/Cepea/USP). Até junho, os embarques do Rio Grande do Sul somaram 678 mil toneladas, 15% acima do comercializado para outros países durante todo o ano de 2017.

A receita foi de US$ 226 milhões, alta de 2% na mesma comparação. O aumento das exportações, apontam especialistas, é resultado de uma soma de fatores. No final de janeiro, a aflição com preços baixos, custos altos e endividamento levou produtores a reeditar o movimento Te mexe, arrozeiro. E o governo federal anunciou a realização de leilões de Prêmio para o Escoamento (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), de até 1,2 milhão de toneladas. Esse volume acabou sendo destinado, em sua maior parte, para o Exterior. Ao mesmo tempo, o dólar iniciava uma trajetória de alta.

O câmbio e o preço no mercado interno, aquém das cotações internacionais, fizeram o grão gaúcho mais competitivo, situação que também teve o impulso da quebra da safra nos Estados Unidos, que costuma abastecer o mercado da América Central.

– O nosso preço em dólar está menor do que o dos nossos principais concorrentes. Estamos em um patamar baixo, enquanto o mercado internacional está em alta – explica Tiago Barata, diretor comercial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

O valor da tonelada exportada neste ano está em US$ 333. No mesmo intervalo de 2017, o valor foi de US$ 401. Por linhas tortas, a cotação relativamente baixa do arroz no Brasil ajuda em outro ponto sensível: as importações. Com o mercado deprimido, países vizinhos como Uruguai, Argentina e Paraguai começaram a procurar outros destinos, com melhor remuneração. Até junho, as importações brasileiras foram de 277,5 mil toneladas, 43% abaixo de igual período do ano passado.

 Fonte: Gauchazh
veja também
informativo - assinatura
O cadastro é rápido, fácil e você passa a ter acesso a
benefícios exclusivos: Receber as diversas newsletters,
comentar as materias publicadas e balanços semanais.