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Última atualização: 29/6/2018 - Atualizado em 02/10/2013h46

Rodar com álcool está mais econômico

A conta já é bem conhecida entre os consumidores na hora de decidir qual...

De AF News Análises

A conta já é bem conhecida entre os consumidores na hora de decidir qual combustível colocar no carro.  Segundo a regra, vale a pena abastecer com etanol se o preço estiver até 70% do valor da gasolina. E é o que se tem percebido nos postos de Uberlândia, onde a gasolina foi encontrada pelo Diário de Uberlândia entre R$ 4,459 e R$ 4,599, e o álcool, de R$ 2,759 a R$ 2,799, ou seja, na casa de 60% a menos do que o derivado do petróleo.
Segundo a Minaspetro, sindicato dos comerciantes de derivados de petróleo, o baixo preço do álcool se deve a um movimento natural do mercado por causa do início da safra de cana-de-açúcar, em curso desde as primeiras semanas de abril deste ano. Mas como os postos de combustível são os últimos a receberem o produto na extensa cadeia de comercialização, eventualmente, há mudanças nos preços para os consumidores finais, dependendo das refinarias, usinas, distribuidora, a região onde está localizado o comércio e até mesmo o número de bombas no local.
Por causa da lei, as usinas precisam vender primeiro para as distribuidoras, que comercializam o produto para os postos de combustíveis. Mas, o Projeto de Decreto Legislativo 61/2018, que, neste mês, passou pela maratona de comissões do Congresso Nacional para ir à votação em plenário, pode mudar essa história e beneficiar o consumidor. Caberá agora à Câmara dos Deputados decidir se a Resolução 43 da Agência Nacional do Petróleo (ANP), publicada em 2009, deixa de incidir sobre o etanol. Com o novo texto, os produtores poderão vender diretamente aos postos, o que em teoria reduziria ainda mais o preço do litro do álcool na bomba. Segundo a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), a medida elimina a margem de lucro da distribuidora e assim melhora a formação de preços ao consumidor.
Outro ponto apontado pela Feplana é que a venda direta do álcool aos postos ajudaria também a reduzir o preço da gasolina, já que esta também leva na mistura o etanol anidro. Além disso, a grande diferença entre os dois combustíveis faria o consumidor optar pelo álcool e diminuiria a demanda pelo derivado de petróleo, o que poderia até ajudar no ajuste da produção ou mesmo eliminar a importação de gasolina.



Fonte:Diário de Uberlândia
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