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Última atualização: 25/10/2018 - Atualizado em 02/10/2013h46

Açúcar: entrega física de contratos futuros é a menor desde 2014

A redução acentuada das entregas físicas de açúcar nos contratos futuros na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) pode ser...

De AF News Análises

A redução acentuada das entregas físicas de açúcar nos contratos futuros na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) pode ser atribuída à mudança global na produção do adoçante, comentou nesta quarta-feira, 24, em relatório a consultoria INTL FCStone. A entrega física dos quatro contratos na ICE que expiraram em 2018 somou 2,4 milhões de toneladas, o menor patamar desde 2014, informou a consultoria.

Nos contratos de julho e outubro, foram efetivadas entregas de apenas 331 mil e 271 mil toneladas, respectivamente, sendo que nos oito encerramentos anteriores o volume liquidado sempre ficou acima de 700 mil toneladas, e a média alcançou 1,1 milhão de toneladas.

“A safra global 2017/18 (de outubro de 2017 a setembro de 2018) foi marcada por forte mudança nos fluxos internacionais do açúcar, o que ajuda a explicar por que as entregas decresceram”, afirma o analista de mercado da INTL FCStone, João Paulo Botelho.

O incremento no processamento do adoçante na Índia e na Tailândia resultou em excedente para exportação de 21,6 milhões de toneladas da temporada 2017/18, ante 9,3 milhões de toneladas no ciclo 2016/17. Em compensação, o declínio na produção brasileira – um dos principais produtores e exportadores mundiais – levou ao recuo de 29% no excedente exportável da América do Sul, para 22 milhões de toneladas.

“O resultado prático dessas mudanças sobre o mercado físico de açúcar é que destinos antes atendidos por exportadores do Brasil agora estão comprando produto da Tailândia e, no futuro próximo, devem começar a importar volumes consideráveis da Índia. Entre os mercados nos quais isso ocorreu podemos destacar Sudeste Asiático, Oriente Médio e Leste da África”, avalia Botelho. Na análise da INTL FCStone, esse movimento deve se intensificar no ciclo 2018/19, podendo a levar um excedente exportável maior na Ásia do que na América do Sul.


Fonte: Isto é dinheiro.

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